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A dieta sem glúten é saudável para todos?

Postado por em Glúten no dia novembro 11, 2014


A pesquisadora brasileira Fabíola Soares da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) demonstrou o efeito da retirada do glúten na alimentação de camundongos. Ela pondera que a dieta restritiva só pode ser feita sob indicação médica. Mas atenção: quem tem a doença celíaca, sim, deve passar bem longe dos alimentos com glúten.

Na dissertação “Efeitos de dieta isenta de glúten em modelo experimental de obesidade”, a pesquisadora observou durante oito semanas as alterações físicas  de dois grupos de camundongos: um com alimentação rica em glúten de trigo e outro cuja dieta não continha a proteína. O grupo que não ingeriu glúten teve ganho de peso corporal 11% menor, ganho de adiposidade (gordura abdominal) 32% menor, índice de glicose no sangue 24% menor e menor inflamação no tecido adiposo, o que ajuda a diminuir a concentração de glicose no sangue.

O objetivo foi avaliar se a exclusão do glúten da dieta poderia ter algum papel na prevenção da obesidade e de suas complicações metabólicas. O estudo clínico, ou seja, com humanos, ainda está em andamento. Além disso, alguns estudos complementares com animais estão sendo realizados. Segundo  Fabíola Soares, a dieta, isoladamente, não impede a obesidade: a alimentação equilibrada e a atividade física são os principais fatores de prevenção do excesso de peso.

A endocrinologista Dra. Marcela Ferrão lembra que as pessoas precisam ter em mente que não existe milagre, mas sim uma série de mudanças alimentares e de estilo de vida que podem contribuir para um peso corporal adequado e para uma vida mais saudável. Para Fabíola Soares, uma dessas mudanças pode ser a retirada do glúten, mas ainda há um longo caminho a trilhar nesse sentido.

Evidencias americanas

De acordo com estudo feito pela Mayo Clinic – instituição norte-america que é respeitada pela pesquisa e indicação em dietas restritivas, inclusive sem glúten – com a população americana, apenas 20% excluíram a substância da alimentação com orientação adequada.  O problema é que nem todos podem se beneficiar dessa medida, e essa decisão só pode ser tomada sob indicação médica

Os pesquisadores acreditam que cerca de 1% por cento dos americanos apresentem a doença celíaca e que, talvez, 6% por cento tenham alguma intolerância. Mas 29% por cento dos americanos disseram aos especialistas que estão tentando evitar o glúten.

Pessoas com a doença celíaca têm intolerância permanente ao glúten, por não possuírem a enzima responsável pela quebra dessa proteína. Em conseqüência disso, a ingestão de alimentos com glúten pode danificar as paredes do intestino delgado dos celíacos, causando diarreia, anemia e outras reações agressivas.

O glúten é uma proteína encontrada no trigo, centeio e cevada. Pesquisadores da Clínica Mayo dizem que os casos de doença celíaca estão aumentando. As pessoas com doença celíaca têm dificuldade para digerir o glúten. Modismos à parte, o novo estudo sugere que mais pessoas estão realmente ficando doentes em função do glúten, que é encontrado no trigo, no centeio e na cevada, mas as razões não são claras.

Enquanto isso, o mercado de alimentos sem glúten é de até 33% por cento desde 2009. Mas será que retirar o glúten é uma boa ideia para todos nós? Para a endocrinologista Dra. Marcela Ferrão, as pessoas pensam erroneamente que eliminar o glúten da alimentação é como uma bala mágica para perda de peso. “Mas, não é por causa do glúten, e sim porque a pessoa está cortando as calorias. Cortar alimentos processados e comer frutas, legumes e carnes magras é, obviamente, uma escolha saudável”, explica.

Outro estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina de Dalhousie na Universidade Dalhousie, no Canadá, comparou os preços de 56 itens de mercearia comuns que contêm glúten com os seus homólogos sem glúten. Todos os sem glúten eram mais caros, e, em média, produtos sem glúten eram 242% por cento mais caros do que as versões que contêm glúten. Além disso, muitos alimentos sem glúten são mais elevados em calorias ou maior teor de gordura do que as versões regulares, de acordo com a CBS News.

Mudar sua dieta pode certamente fazer você se sentir melhor, mas os médicos não têm certeza se é a ausência de glúten, que está fazendo isso. Os cientistas continuam investigando como o trigo de hoje é diferente do trigo de uma geração atrás, e por que o glúten hoje pode estar causando problemas para mais pessoas.

Fonte:

–       Gluten-free diet reduces adiposity, inflammation and insulin resistance associated with the induction of PPAR-alpha and PPAR-gamma expression. Fabíola Lacerda Soares/2014

–       American Journal of Gastroenterology. UPI, 2012/Clinica Mayo



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