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Que a Vitamina D é importante para o funcionamento do organismo, nós sabemos. Mas você sabia que a deficiência dessa substância interrompe a conectividade estrutural do cérebro, prejudicando o aprendizado e a memória? Foi isso que evidenciou uma pesquisa recente, de cientistas da University of Queensland, Brisbane, Australia.

De acordo com o estudo, estes danos ocorrem porque a falta da Vitamina D desestabiliza as redes perineuronais (PNNs) que fornecem sustentação para os neurônios.

Essas redes são feitas de proteínas e moléculas de açúcar, e formam uma camada em torno de algumas células, facilitando sua conexão com outras.

Os pesquisadores retiraram Vitamina D da dieta de um grupo de jovens camundongos. Após 20 semanas, os ratos afetados apresentaram um declínio considerável na habilidade de lembrar e de aprender, enquanto o grupo que seguiu com a dieta regular permaneceu normal.

Os ratos afetados tiveram redução nas redes perineuronais do hipocampo, estrutura do cérebro associada à memória, importante parte do Sistema Límbico, que regula emoções. Nessa região do cérebro houve queda no número e na potência das conexões dos neurônios. A pesquisa concluiu que a deficiência da Vitamina D está associada a um comprometimento cognitivo.

Veja o estudo aqui

 

Mas, afinal, o que é esta vitamina D?

Vitamina D, na verdade, não é uma vitamina, mas sim um hormônio. Ela pode ser obtida por meio de fonte endógena ou exógena. A forma endógena é a principal. A Vitamina D é sintetizada por meio do contato da pele com a luz do sol, e dá origem a diferentes substâncias com várias funções no organismo. Cerca de 10 a 30% da nossa necessidade diária de Vitamina D é obtida de forma exógena, por meio da alimentação. São fonte dessa substância alimentos como salmão, ovos, fígado bovino, sardinha, cogumelos, amêndoas, leite, grão-de-bico e queijo.

Pelos nossos hábitos modernos, cada vez menos estamos expostos à radiação solar, o que ocasiona uma deficiência de Vitamina D em grande parte da população. Já é comprovado que esse hormônio desempenha funções neuroprotetoras, imunorregulação, controle da pressão arterial, melhora da sensibilidade à insulina e diversos outros benefícios que vão muito além da tão conhecida saúde dos ossos. Sem a Vitamina D, a absorção do Cálcio é muito reduzida, por isso é essencial para o metabolismo ósseo.

 

Para manter os níveis normais de Vitamina D, é importante tomar sol. A síntese do hormônio é mais eficaz no horário das 10h às 16h, sem protetor solar. Porém, é preciso muito cuidado, pois uma exposição sem cautela pode levar a outros problemas, como o surgimento de melanomas. Para evitar danos à pele, pode-se alternar a parte do corpo exposta, como pernas, costas e barriga, em exposições de 5 a 10 minutos. Outra dica é aumentar os alimentos ricos em Vitamina D na alimentação.

Outro cuidado é a hipervitaminose. A Vitamina D é um hormônio, portanto, traz complicações quando em alto nível no sangue. A ingestão excessiva da substância pode ocasionar fraqueza, náuseas, dores de cabeça, diarreia, entre outros sintomas.

 

É importante fazer acompanhamento médico com exames, para saber se o nível da substância está dentro do normal ou se precisa ser suplementado. Principalmente pessoas com mais de 50 anos precisam fazer o monitoramento, já que com a idade nossa habilidade de síntese da Vitamina D fica enfraquecida.

 

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