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Estudo conduzido por pesquisadores da Daegu Catholic University Hospital, na Coreia do Sul, revela que o uso de contraceptivos orais durante a idade reprodutiva aumenta a prevalência de resistência à insulina e de diabetes entre as mulheres após a menopausa. Os resultados da investigação foram apresentados durante as sessões científicas de 2018 da American Diabetes Association (ADA). De acordo com o coordenador da pesquisa, Sung-Woo Kim, a pesquisa mostrou uma associação definitiva entre o uso de contraceptivos orais durante a idade reprodutiva e o aumento da prevalência de diabetes entre as mulheres após a menopausa, especialmente entre aquelas que usaram este método por mais de seis meses. Porém, ele acrescentou que, mesmo entre as mulheres sem diabetes, “o uso de contraceptivos orais foi associado, de forma significativa, a maiores índices de insulinemia de jejum e resistência à insulina”.

Em entrevista ao site Medscape, questionado em relação a estudos anteriores com mulheres mais jovens que não identificaram vínculo entre o uso dos contraceptivos orais e o diabetes, Dr. Kim disse que “essas mulheres após a menopausa tomaram contraceptivos orais por mais tempo do que as participantes dos estudos anteriores, que analisaram o uso vigente”. De acordo com o especialista, o diabetes decorrente da resistência à insulina pode levar muitos anos para se instalar e assim é necessário um longo período de observação. Outra explicação possível é que as pacientes podem ter tomado contraceptivos com formulação mais antiga”, sugeriu.

Primeiro estudo voltado para o diabetes após a menopausa

O Dr. Kim explicou que o estrogênio é um importante regulador da homeostase da glicose e reconheceu que dois estudos prospectivos anteriores, de grande escala e com mulheres relativamente jovens (antes da menopausa), avaliaram os efeitos do uso vigente de contraceptivos orais sobre a incidência de diabetes mas não encontraram associações. No entanto, o pesquisador admitiu que o período de acompanhamento desses estudos foi limitado.

Os dados para esse estudo retrospectivo transverso foram obtidos na enquete nacional Korea National Health and Nutrition Examination (KHANES), feita com a população coreana entre 2007 e 2012. Foram obtidas informações sobre o tempo de uso dos contraceptivos orais, idade da paciente no início da menopausa e no momento do diagnóstico de diabetes, bem como sobre terapia de reposição hormonal, hipertensão arterial sistêmica, hiperlipidemia, tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas e prática de atividades físicas.

Fonte: A pílula aumenta o risco de diabetes depois da menopausa? – Medscape – 16 de julho de 2018.

Link para artigo: http://diabetes.diabetesjournals.org/content/67/Supplement_1/177-OR