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Adoçantes artificiais podem estar associados à obesidade, diabetes e doenças cardíacas

Postado por em Obesidade no dia agosto 02, 2017


Um novo estudo publicado no periódico científico Canadian Medical Association Journal e conduzido pela University of Manitoba (Canadá) sugere que os adoçantes artificiais compostos por sucralose, aspartame e glicosídeo de esteviol (Stevia), ao contrário do que se pensa, não ajudam na perda de peso e, ainda, podem aumentar a probabilidade de desenvolver diabetes, pressão alta, doenças cardíacas e obesidade. Os adoçantes não têm valor nutricional e oferecem o sabor doce do açúcar sem as mesmas calorias. Eles podem ser de 30 a 8.000 vezes mais doces que o açúcar.

Para estudar os efeitos das substâncias adoçantes, pesquisadores da Universidade de Manitoba, no Canadá, analisaram sete estudos clínicos randomizados, que contaram com a participação de mais de 1.000 pessoas acima do peso em um período de seis meses. Eles acompanharam como pessoas acima do peso reagiam a dietas que utilizavam adoçantes como alternativa ao açúcar. Ao longo desses seis meses, alguns participantes emagreceram, mas os outros não tiveram perdas significativas.

Os outros estudos foram apenas observacionais, mas mostraram que as pessoas que consumiam adoçantes regularmente – bebendo uma ou mais bebidas açucaradas artificialmente por dia – tinham riscos maiores de ter problemas de saúde por conta de ganho de peso, obesidade, diabetes, doenças cardíacas, pressão alta e outras enfermidades.

No entanto, o estudo publicado no Canadian Medical Association Journal conclui que “essas associações não foram confirmadas em estudos experimentais, e podem ser influenciadas por viés de publicação”. Os autores solicitam novos estudos para avaliar a composição de diferentes tipos de adoçantes artificiais e para comparar o efeito deles com o do açúcar.

Posição da indústria

Para o diretor geral da British Soft Drinks Association, Gavin Partington, os “Adoçantes de baixa ou nenhuma caloria são considerados seguros por todas as autoridades de saúde no mundo, incluindo a European Food Safety Authority”. Segundo Partington, a última pesquisa contradiz a maioria das outras pesquisas sobre adoçantes alternativos.

Ainda assim, para os pesquisadores, o consumo de adoçantes precisa ser reduzido. “O cuidado precisa ser garantido até que os efeitos a longo prazo dos edulcorantes artificiais sejam completamente compreendidos. Dado o uso generalizado e crescente dos adoçantes e a atual epidemia de obesidade e doenças relacionadas, são necessárias mais pesquisas para determinar os riscos e benefícios desses produtos.

FONTE:

Nonnutritive sweeteners and cardiometabolic health: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials and prospective cohort studies, Azad M et al, Canadian Medical Association Journal

 


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