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Adolescentes brasileiros têm taxas ruim de colesterol

Postado por em Colesterol no dia março 21, 2016


O maior estudo já feito no Brasil para avaliar fatores de risco de doenças cardiovasculares não traz notícias muito animadoras sobre a saúde dos adolescentes do país.

Quase metade deles está com níveis baixos do chamado colesterol bom, o HDL –índice pior do que o dos EUA– e um em cada cinco jovens tem colesterol total alto.

A pesquisa, batizada de Erica (Estudo dos Riscos Cardiovasculares em Adolescentes), foi feita com jovens de 12 a 17 anos de todas as capitais do país. Ao todo, cerca de 75 mil adolescentes foram avaliados para questões como hipertensão, tabagismo, nível de atividade física e síndrome metabólica, entre outras. No caso do colesterol, porém, o universo é de 38 mil adolescentes que fizeram exames de sangue.

Os resultados, publicados na edição de fevereiro da “Revista de Saúde Pública” revelam um quadro de obesidade e sedentarismo entre os adolescentes. O HDL (colesterol bom) baixo indica que esses jovens estão obesos. O risco de acordo com os especialistas é que a longo prazo se esse perfil persistir irá incidir em problemas cardíacos na vida adulta. O HDL é considerado colesterol bom, protetor, porque ele remove o colesterol da parede das artérias, levando-o de volta ao fígado. Índices elevados dele estão associados a uma incidência menor de doenças cardíacas.

É importante destacar que apesar dos resultados negativos, a pesquisa mostra que o problema existe e pode ser contornado com estilo de vida, ou seja, dieta e exercício físico, sem necessariamente usar medicamentos. A prática de exercícios físicos, em especial, consegue elevar o colesterol bom, que “resgata” moléculas de gordura, fazendo com que se forme menos placas de gordura nos vasos sanguíneos.

No estudo, embora a prevalência de LDL alto (colesterol ruim) tenha sido menos frequente (3,6% dos adolescentes), o achado merece atenção especial, porque pode indicar que parte deles tem hipercolesterolemia familiar, doença de causa genética.

No Brasil, estima-se que menos de 1% da população com a doença esteja corretamente identificada. Sem tratamento adequado, cerca de 50% dos homens terão algum evento cardiovascular, como um infarto, antes dos 50 anos.

Fonte:

ERICA: Study of Cardiovascular Risk Factors in Adolescents

Rosely Sichieri I and Marly A Cardoso II

Fevereiro, 2016

Link: http://goo.gl/uBvhhv

 


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