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Um novo grande estudo desenvolvido pela Johns Hopkins School of Medicine em Baltimore, Maryland, publicado no periódico Neurology, mostra que a alimentação de boa qualidade feita com grandes quantidades de frutas, verduras e grãos integrais e baixa ingestão de açúcares e carne vermelha está associada a menor deficiências em pessoas com esclerose múltipla. O estilo de vida saudável também foi associado a menor prevalência de depressão grave, dor, fadiga e déficits cognitivos.

De acordo com os pesquisadores liderados por Kathryn C. Fitzgerald, Sc.D como a alimentação e outros fatores de estilo de vida são modificáveis, oferecem um caminho promissor e seguro para melhorar os sinais e sintomas da esclerose múltipla, e influenciam a evolução da doença.

Para chegar a tal conclusão, foram contemplados os dados de quase 7 mil pessoas. Os indivíduos responderam perguntas sobre estilo de vida, peso, exercício físico, tabagismo e intensidade dos sintomas da esclerose múltipla, durante os seis meses anteriores ao questionário. Entre esses sintomas, fadiga, dor, problemas de mobilidade e depressão tiveram maior incidência.

Os pesquisadores organizaram essas informações de acordo com a idade e o tempo passado desde o diagnóstico da doença para cada participante. Ao final da análise, descobriram que, entre aqueles que mantinham uma dieta mais saudável, o risco de sofrer com incapacidades físicas graves era 20% menor em relação a quem não prestava tanta atenção ao prato.

Um detalhe importante é que as dietas “mais” e “menos” saudáveis às quais os resultados se referem foram delimitadas de forma bastante especifíca pelos estudiosos. A primeira era considerada assim quando envolvia
a ingestão diária de uma média de 1,7 porções de grãos integrais e 3,3 de frutas, verduras e legumes, enquanto a segunda tinha 0,3 porções diárias de grãos integrais e 1,7 de vegetais.
O estudo revelou ainda que, para quem mantinha um estilo de vida saudável de maneira geral, os riscos de depressão, fadiga grave e dor diminuíam em proporções também impressionantes – em 50%, 30% e 40%, respectivamente. Apesar dos resultados, a pesquisa teve algumas limitações. Certos pacientes não conseguiram adotar uma dieta mais saudável justamente porque os sintomas já estavam avançados – mas a pesquisa não chega a avaliar essa questão.

Fonte: Diet quality is associated with disability and symptom severity in multiple sclerosis
Kathryn C. Fitzgerald, Tuula Tyry, Amber Salter, Stacey S. Cofield, Gary Cutter, Robert Fox and Ruth Ann Marrie
First published December 6, 2017

Link: http://bit.ly/2C7cb6e