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Um novo estudo publicado on-line no Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics, sugere que alimentos com maior densidade de energia alimentar – geralmente alimentos processados ​​- podem aumentar o risco de câncer relacionado à obesidade em mulheres pós-menopáusicas, mesmo que estejam fisicamente ativas. O excesso de peso é frequentemente associado a distúrbios graves adicionais, incluindo 13 tipos diferentes de câncer, dentre os quais câncer de endométrio, de rim, fígado e pâncreas. Esta conexão levou pesquisadores da Universidade do Arizona em Tucson, a concentrar seus esforços no estudo de quais práticas alimentares, são susceptíveis de levar a câncer em mulheres na pós-menopausa.

Eles observaram que é a Densidade de Energia Dietética (DED) que reflete a qualidade da nutrição, é o que se correlaciona com o risco de câncer nas mulheres maduras. O DED mede a qualidade da dieta ao analisar a proporção de calorias, ou energia consumida, em relação aos nutrientes recebidos de um determinado alimento.

Alimentos processados

Por exemplo, os alimentos processados, como pizza e várias sobremesas açucaradas, têm uma alta densidade de energia, pois têm muitas calorias, mas não são ricos em nutrientes, o que significa que uma pessoa deve consumir quantidades maiores desses alimentos para obter nutrientes essenciais. Por outro lado, alimentos integrais como frutas e vegetais tendem a ter níveis mais baixos de densidade de energia, o que significa que eles contêm menos calorias e são mais nutritivos.

Os dados foram coletados de uma coorte de 90 mil mulheres pós-menopáusicas (na faixa etária entre 59 e 70 anos) que participaram do programa de Saúde da Mulher. Para determinar o impacto da Densidade de Energia Dietética (DED) sobre o risco de câncer entre os participantes, os pesquisadores pediram que preenchessem um questionário de frequência alimentar.

Constatou-se que as mulheres na pós menopausa em altas dietas de DED tinham um risco 10% de desenvolver uma forma de câncer relacionado à obesidade. Entre as mulheres com peso normal, o índice maior do DED pode ser um fator contribuinte para os cânceres relacionados à obesidade. É Importante destacar que o DED é um fator de risco modificável.

As intervenções nutricionais voltadas para a densidade de energia, bem como outras abordagens preventivas contra o câncer relacionadas com a dieta, são garantidas para reduzir a carga de câncer nas mulheres no período da pós-menopausa.

 

Fonte: Thomson CA, Crane TE, Garcia DO, et al. Association between dietary energy density and obesity-associated cancer: results from the Women’s Health Initiative [published online August 2017]. J Acad Nutr Diet. doi:10.1016/jand.2017.06.010

Link para o estudo: http://bit.ly/2km09BN