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Bactérias do intestino podem desencadear diabetes tipo 1

Postado por em Diabetes no dia agosto 04, 2016


Cientistas do Laboratório de Imunoparasitologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP desvendam mecanismo capaz de dar início ao diabetes tipo 1, doença autoimune que impede o pâncreas de produzir insulina e responde por 10% de todos os casos de diabetes.

No estudo, que acaba de ser publicado pela revista científica norte-americana The Journal of Experimental Medicine, os pesquisadores brasileiros verificaram que bactérias são capazes de extravasar a parede do intestino e chegar ao pâncreas, contribuindo com o desencadeamento da doença.

Pesquisas recentes têm relacionado a microbiota intestinal (popularmente conhecida como flora intestinal) com o diabetes tipo 1 e revelam composição diferente de bactérias no intestino de indivíduos predispostos a essa doença. No entanto, uma pergunta intrigava a comunidade científica: como uma bactéria que está no nosso intestino pode levar à destruição de uma célula que está no pâncreas?

O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune que se caracteriza pelo ataque do próprio sistema de defesa do organismo às células beta do pâncreas, confundindo-as com patógenos como vírus ou bactérias. Essas células são as produtoras do hormônio insulina (responsável pelo controle do açúcar no sangue). Sem elas, o indivíduo não consegue produzir sua própria insulina e tem que tomar doses diárias do hormônio pelo resto da vida.

Estudando a doença em camundongos de laboratório, Costa descobriu que certas espécies de bactérias conseguiam sair do intestino e chegar até os linfonodos pancreáticos, estrutura que fica ao redor do pâncreas. Quando essas bactérias chegam lá, desencadeia-se uma resposta inflamatória.

Nosso sistema de defesa vai reconhecê-las através do receptor NOD2 (proteína que desempenha importante papel no sistema imunológico) e gerar uma resposta pró-inflamatória. Na sequência, esse ambiente pró-inflamatório contribui com o ataque às células produtoras de insulina. Participaram do estudo pesquisadores dos Departamentos de Bioquímica e Imunologia, Biologia Molecular e Celular e Patologia da Fmrp; do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP; da Universidade de Yale (EUA) e da Universidade de Utrecht (Holanda). (Jornal da USP)

Fonte:

Gut microbiota translocation to the pancreatic lymph nodes triggers NOD2 activation and contributes to T1D onset. Junho de 2016

Link: http://bit.ly/2aB7LXq

 


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