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Bactérias intestinais podem ser chave para combater a obesidade em crianças e jovens

Postado por em Obesidade no dia janeiro 19, 2017


Estudo recente publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, indica que no trato digestivo de crianças e adolescentes obesos há bactérias diferentes das que existem em indivíduos mais magros. Os resultados podem ajudar os pesquisadores a desenvolver estratégias para direcionar micróbios intestinais específicos com o objetivo de prevenir ou tratar a obesidade na juventude. A taxa de obesidade infantil tem aumentado nas últimas décadas e afeta 17% das crianças e adolescentes nos Estados Unidos. No entanto, pouco se sabe sobre o papel desses micróbios na obesidade infantil.

Na pesquisa financiada pela Associação Americana do Coração, foram avaliadas as bactérias intestinais e verificado o peso de 84 crianças e adolescentes, que apresentam desde peso normal a obesidade grave. Os pesquisadores também mediram a distribuição da gordura corporal nesses jovens e levaram amostras de sangue para análise. Além disso, eles pediram aos participantes que continuassem registrando as informações nutricionais dos alimentos consumidos diariamente em dieta normal.

A equipe liderada pelo pesquisador Nicola Santoro identificou oito grupos de bactérias intestinais associadas à quantidade de gordura no corpo. Esses grupos microbianos foram mais comuns em crianças e adolescentes obesos em comparação aos jovens com peso considerado normal. Segundo os pesquisadores, alguns micróbios são mais eficientes no processo de digestão de carboidratos – que pode levar a uma maior produção de gorduras. “Nossos resultados mostram que as crianças e adolescentes com obesidade apresentam uma composição diferente da flora intestinal do que os jovens magros”, disse Santoro. O estudo sugere que as modificações direcionadas às espécies específicas que compõem a microbiota humana poderão ser desenvolvidas e ajudar a impedir ou tratar a obesidade no futuro.

A pesquisa também constatou que os jovens obesos também eram mais propensos a ter níveis mais altos de ácidos graxos de cadeia curta, um tipo de gordura produzida por algumas bactérias do intestino, e provavelmente associada à produção de gordura no fígado. “Nossa investigação sugere que os ácidos graxos de cadeia curta podem ser convertidos em gordura dentro do fígado e depois se acumulam no tecido adiposo”, disse Santoro. Essa associação poderia sinalizar que as crianças com certas bactérias intestinais enfrentam um risco a longo prazo de desenvolver obesidade.

Reference

  1. Goffredo M, Mass K, Parks EJ, et al. Role of gut microbiota and short chain fatty acids in modulating energy harvest and fat partitioning in youth. J Clin Endocrinol Metab. 2016. doi:10.1210/jc.2016-1797.

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