AGENDE UMA CONSULTA

A Câmara dos Deputados aprovou, na última semana, um projeto de lei que autoriza a produção, a venda e o consumo, sob a prescrição médica, de remédios que tenham em sua composição as substâncias sibutramina, anfepramona, femproporex e mazindol, utilizadas para emagrecimento.

A matéria segue agora para a sanção do presidente Michel Temer. O texto já havia sido aprovado pela Câmara e foi alterado quando passou pelo Senado. Por isso, precisou de nova votação pelos deputados. Para a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) o retorno da comercialização dos derivados da anfetamina no Brasil foi a melhor solução.

A suspensão desses medicamentos foi determinada no final de 2010 pela Anvisa. A determinação baseia-se em estudos científicos e no parecer da Câmara Técnica de Medicamentos (Cateme). A nota técnica da instituição apresentou argumentos de que essas substâncias podem trazer mais riscos do que benefícios à saúde dos pacientes.

A SBEM, ao lado de outras instituições ligadas à obesidade, foi uma das entidades que se posicionou contra essa determinação. A Sociedade defende que é necessário o controle desses medicamentos para evitar o uso indiscriminado dele, mas enfatiza que os anorexígenos são importantes para o tratamento da obesidade.

Para a SBEM é imprescindível que os endocrinologistas sejam consultados sobre a decisão de proibição dos medicamentos. A Sociedade explica que a determinação de indicar o medicamento ou não, cabe ao especialista. Retirá-los do mercado não é a solução para evitar o uso inadequado.

A entidade também enfatiza que deve-se ter muito cuidado com dados retirados de algumas pesquisas, pois há diferença entre os resultados dos estudos e a prática clínica. Por isso, é importante consultar os médicos antes de qualquer decisão. São eles que devem avaliar os resultados para que erros básicos de análises não sejam cometidos.

 

Fonte: SBEM