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Como evitar o efeito sanfona do engorda e emagrece?

Postado por em dietas, Peso no dia setembro 01, 2014


Qual a melhor forma de controlar o peso e não sofrer do efeito sanfona?

Um dos maiores desafios do emagrecimento é fugir do efeito sanfona. Alguns estudiosos de nutrição humana acreditam que o organismo mantém uma espécie de memória metabólica, com a tendência a retornar ao estado anterior, após sofrer alteração. Segundo a Dra. Marcela Ferrão, endocrinologista e metabologista, após um programa de emagrecimento, a pessoa deve enfrentar um período prolongado (entre 2 e 3 anos) de reeducação alimentar, dando oportunidade ao corpo de esquecer os padrões anteriores para não recuperar o que emagreceu”, esclarece a médica.

1. Quais os principais riscos à saúde do efeito sanfona?

Sabe-se que a redução de 5 a 10% do peso reduz o risco de complicações cardiovasculares, proporcionando melhora do perfil lipídico, glicêmico e níveis de pressão. O efeito sanfona, definido como um emagrecimento de forma brusca por meio de dietas extremamente restritivas. Ou seja, a baixa ingestão alimentar seguida de reganho de peso, logo que suspensa a “dieta”, não apenas leva à restauração dos fatores de risco para eventos cardiovasculares, como, muitas vezes deixa marcas na pele (estrias) e acaba por ferir a autoconfiança e a autoestima.

2. As dietas são as maiores causadoras deste engorda e emagrece?

O erro não está na dieta, mas em fazer a dieta. Dieta lembra algo restritivo e temporário. Restrições geram compulsões e propiciam o abandono do cuidado alimentar. Se há necessidade de culparmos alguém, este é o olhar do observador. Ou seja, a maneira como enfrentamos o processo de controle de peso.

3. Engordar ou emagrecer (com freqüência) pode ser sinal de doença ou que algo não vai bem?

Engordar ou emagrecer de forma significativa (mais do que 5-10% do seu peso) em curto espaço de tempo, ou mesmo em períodos mais prolongados, sem que haja alterações nos hábitos alimentares e na prática de atividade física diária podem ser indicativos de alguma doença, tais como hipo ou hipertireoidismo, neoplasias (tipos de cânceres), doenças em estágios tardios (AIDS, cirrose, insuficiência cardíaca e renal, excesso de hormônio do crescimento e uso de medicamentos que alterem o apetite). Cada uma dessas patologias apresenta um quadro de sintomas e sinais, que dentro de um determinado contexto, sugerem o diagnóstico.

 

4. Qual a recomendação para as pessoas quem vivem de dieta, abandonam o regime e voltam a engordar?

Dietas restritivas de curto prazo, não levam a um real emagrecimento. Quando há redução ponderal rápida, grande parte deste peso diminuído se deve a um consumo de massa magra e redução hídrica. Consequentemente o metabolismo basal do indivíduo diminui. É importante mudar a mentalidade quanto ao controle alimentar: bons hábitos necessitam ser incorporados para que haja uma estabilidade ponderal. No entanto, mesmo para quem consegue manter um controle alimentar regrado, existir momentos em que a ingesta calórica se sobreporá à demanda energética, mas nestes casos, o importante é não abandonar tudo. É preciso entender que nem todos os dias serão perfeitos, mas que na presença de eventuais deslizes, devemos reestabelecer os bons hábitos e seguir em frente. Equilíbrio emocional e alimentar associados à prática de atividade física são as pedras fundamentais no processo de controle de peso.

5. Qual a melhor forma de controlar o peso e não sofrer do efeito sanfona?

Não existe milagre. Apesar da maioria das pessoas procurarem fórmulas mágicas de emagrecimento instantâneo, resultados verdadeiros e duradouros só existem através de reeducação alimentar e atividade física. Sugiro a musculação para que a massa magra seja mantida e o gasto energético basal diário não diminua, apesar dos quilos perdidos.

Quais as recomendações para quem deseja emagrecer com qualidade?

Antes de iniciar qualquer programa de controle de peso é necessário passar por avaliação médica, análise de perfil hormonal e metabólico com a finalidade de excluir causas orgânicas para o aumento ou redução de peso. Além disso, para traçar metas e acompanhar a evolução do paciente, o exame de bioimpedância é crucial, pois mostra a verdadeira composição corporal de cada pessoa, definindo o peso de tecido adiposo a ser reduzido e as metas de massa magra a serem atingidas. Isso significa que números sozinhos na balança, muitas vezes, não indicam o verdadeiro estado constitucional de cada indivíduo.


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