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É comum vermos os pais preocupados com a alimentação de seus filhos. Desde o início da introdução alimentar, a partir dos seis meses do bebê, a prioridade de muitas mães passa a ser limpar o prato. Para que seus filhos comam toda a porção da comida, vale qualquer artifício: distrações, desenhos no tablet ou brincadeiras durante a refeição.

Este tipo de comportamento, incentivado na primeira infância, cria uma relação distante com o alimento, que pode causar prejuízos nas fases futuras da vida. Estudos indicam que a imposição alimentar e os hábitos fixados distorcem a percepção natural da criança sobre seu próprio corpo e fome. Ela acaba comendo sem atenção, ou seja, não percebe o que está ingerindo, não se detém ao sabor, ao cheiro ou à textura da comida. As consequências são óbvias: come-se mais rápido e em maior quantidade, sem respeitar os sinais do organismo.

O comportamento descrito acima é conhecido como Mindless Eating, ou “comer sem atenção”. É o contrário do crescente movimento Mindful Eating, ou “comendo com atenção”, que nos incentiva a ser mais conscientes na relação com a comida, desde a escolha dos alimentos até o momento da refeição.

Como melhorar a relação da criança com a comida

 

Exemplo

A criança segue os hábitos e os exemplos dos pais. Não adianta esperar que o pequeno preste atenção ao que está comendo se os adultos ao seu redor fazem as refeições assistindo à TV ou de olho em seus smartphones. Incentive e dê o exemplo.

 

Refeição offline

Ao oferecer a refeição para a criança, fique longe de aparelhos eletrônicos e televisões. Aproveite o tempo com o pequeno.

 

Deixe a criança interagir com a comida

Assim que possível, deixe que o bebê coma sozinho. Incentive ele a pegar a comida com as mãos e a sentir a textura dos alimentos. Bagunça a gente limpa depois. Estimule que a criança utilize os cinco sentidos para explorar a comida.

 

Respeite o ritmo da criança

Não tente empurrar a comida mesmo percebendo que seu filho não quer mais comer. Respeite seu ritmo e o ajude a lidar com emoções. Evite ameaças e cobranças com relação aos alimentos e não faça imposições.

 

Alimentos naturais e variados

Ofereça uma boa variedade de alimentos para a criança, o mais natural possível. É importante que ela conheça os sabores e esteja em sintonia com os sinais de seu corpo. Os alimentos ultraprocessados devem ser evitados – mas não proibidos. Eles possuem ingredientes como corantes, aromatizantes, açúcares e sódio, que parecem mais atrativos ao nosso paladar.

 

Tenha uma rotina para as refeições

Na medida do possível, tenha uma rotina para alimentação. Sente a criança à mesa e a incentive a parar tudo que está fazendo para comer e se dedicar à refeição.

Inclua a criança no preparo dos alimentos

Inclua a criança no processo de escolha dos ingredientes e no preparo da comida. Isso ajuda a estreitar a relação com os alimentos e a criar mais consciência sobre a alimentação.

Incentive a criança a conhecer e a pensar sobre os alimentos

Junto com a criança, explore os sabores, as texturas e as sensações dos alimentos. Faça perguntas sobre um produto específico e a incentive a prestar atenção. Uma boa dica é esta dinâmica, feita com uma maçã, explicada em detalhes no site de Andreia Torres. Ela indica dar à criança uma maçã e, enquanto come, questioná-la sobre seu sabor, sua cor ou textura… Esse tipo de atividade pode ser adaptada para outros alimentos.

 

Estimule a respiração

Antes de iniciar a refeição, estimule a criança a respirar profundamente. Ao longo do processo, também incentive as paradas entre as garfadas, o que ajuda a diminuir o ritmo.

Dê liberdade para que a criança expresse seus sinais de saciedade, saiba o quanto de comida é suficiente e que alimentos quer ingerir.

 

Dica: O site Menina Viva oferece um modelo de jogo americano que ajuda a criança a pensar sobre sua refeição. Muito fofo!

Fontes consultadas:

http://mindfuleatingbrasil.com.br/index.php/2018/06/21/como-incorporar-o-mindful-eating-nos-habitos-das-criancas/

http://www.abeso.org.br/dica/comer-sem-distracao-deve-ser-uma-das-primeiras-preocupacoes