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Recentemente, circulou pela mídia uma revisão histórica publicada pela revista científica The Lancet. No levantamento, encomendado pela Organização Mundial da Saúde, observou-se que comer mais fibras pode ajudar a reduzir o risco de doenças cardíacas e morte, além de diabetes tipo 2 e câncer de intestino, segundo matéria publicada pela BBC.

A pesquisa constatou ainda que as pessoas não ingerem a quantidade ideal de fibras na alimentação. A ingestão da maioria é de menos de 20g de fibras por dia, quando o ideal seria mais de 30g.

As fibras são, realmente, muito importantes. Elas ajudam no correto funcionamento do intestino e trazem outros benefícios para a saúde. Porém, muitas destas matérias acerca da pesquisa fazem um alerta para as dietas Low Carb. Já que há uma restrição no consumo de carboidratos, supõe-se que o consumo de fibras é abaixo do recomendado. A falta de informação sobre a dieta Low Carb pode trazer a disseminação de boatos como esse. Low Carb é sim muito rica em fibras, já que estimula o consumo de legumes e vegetais.

A Associação Brasileira Low Carb publicou em seu perfil no Instagram uma nota sobre o tema. Vale a pena conferir.

 

 

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Recentemente, a mídia publicou matérias sobre um novo relatório da OMS a respeito dos benefícios do consumo de fibras para a saúde. O estudo sugere que o consumo de fibras deveria ser de pelo menos 25 a 29 gramas, idealmente acima de 30g. Tal consumo estaria ASSOCIADO com redução do risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e câncer colorretal. Há que se salientar 3 pontos. . 1) O relatório em questão não estudou dietas de baixo carboidrato. O assunto não era esse, e é bastante bizarro que low-carb tenha surgido no contexto dessa notícia; 2) Este tipo de estudo (de natureza observacional / epidemiológica) não é capaz de estabelecer causa e efeito. Em outras palavras, não é possível saber se comer mais fibras reduz o risco dessas doenças, ou se pessoas mais preocupadas com sua própria saúde (e que, portanto, têm menor risco de adoecer) optam por comer mais fibras; 3) Quem disse que uma alimentação low-carb é pobre em fibras? O item 3, acima, é talvez o mais importante. Porque, mesmo que a fibra alimentar efetivamente fornecesse proteção contra doenças, este seria um motivo A MAIS para adotar uma alimentação low-carb, que tipicamente contém MAIS fibras do que a alimentação ocidental padrão. Pode parecer chocante para muita gente, mas pão integral e aveia são formas ineficientes de consumir fibras quando comparadas com vegetais de baixo amido, abundantemente presentes em dietas de baixo carboidrato. . Neste estudo, https://bmjopen.bmj.com/content/8/2/e018846, dois cardápios low-carb distintos redundaram em 44 e 45 gramas de fibra alimentar por dia, respectivamente. . Se fibra realmente fosse importante (e não apenas ASSOCIADA com desfechos), a OMS deveria recomendar uma alimentação low-carb como primeira opção. . . #ablc #lowcarb #selolowcarb #associacaobrasileiralowcarb #fibras

Uma publicação compartilhada por ABLC (@ablc.org.br) em

 

Fibras: Padrão alimentar ocidental vs Low Carb

O padrão alimentar ocidental, adotado por grande parte da população, é muito rico em farinha branca e açúcar, que se transformam em glicose e não agregam quase nada para nosso organismo. Na dieta Low Carb, esses alimentos são substituídos por legumes e vegetais de baixo amido, dentre os quais podemos citar brócolis, couve-flor, couve, agrião, aspargos, berinjela, espinafre, muitos deles riquíssimos em fibras.

Veja esta tabela de quantidade de fibras, divulgada pelo site BemStar:

Agora, veja a quantidade de fibras em alguns pães:

Além disso, a dieta Low Carb não proíbe o consumo de carboidrato. Com moderação, podem ser ingeridos carboidratos complexos, como abóbora, batata-doce e grão-de-bico. Eles possuem baixo índice glicêmico e mais fibras, gerando mais saciedade sem causar picos de glicose.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a dieta Low Carb não se resume ao consumo de carnes e gorduras. Ela inclui uma quantidade grande de comida de verdade. De acordo com a Associação Brasileira Low Carb, a dieta é realizada de acordo com a seguinte ordem:

  • A base da alimentação é composta por legumes e vegetais, alimentos densos do ponto de vista nutricional.
  • Posteriormente, carnes e ovos.
  • Gorduras de fontes naturais vêm posteriormente.
  • Por fim, entram frutas menos doces e nuts. Dependendo dos objetivos, é possível consumir um pouco de tubérculos e frutas mais doces.  

 

Se realizada da forma correta, com orientação médica especializada e acompanhamento para adequação da alimentação de acordo com as características do paciente, a dieta Low Carb é rica em fibras. Isso foi atestado também por um estudo de 2017, publicado na publicação periódica de PMJ. Em todos os planos de refeição estudados, os índices de fibras foram superados, chegando em 44 e 45 gramas de fibra alimentar por dia. A pesquisa mostrou que as fibras, tanto solúveis quanto insolúveis são facilmente derivadas de vegetais, algumas frutas, nozes e sementes.

 

Fontes consultadas:

http://www.lowcarb-paleo.com.br/2019/01/se-realmente-forem-importantes-low-carb.html

https://bmjopen.bmj.com/content/bmjopen/8/2/e018846.full.pdf