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Diretrizes para o tratamento do colesterol em jovens de acordo com American College of Cardiology e American Heart Association

Postado por em Sem categoria no dia julho 08, 2015


A adolescência é um tempo comum para o surgimento de fatores de risco para doenças cardiovasculares, incluindo níveis de colesterol anormais. Muitos profissionais da saúde que cuidam de adolescentes em transição para a idade adulta muitas vezes enfrentam dificuldades em seguir a recomendação de diretrizes pediátricas e adultas para o tratamento dos níveis lipídicos.

Um estudo publicado no Journal of the American Medical Association – JAMA apresenta a comparação entre 6.338 jovens de 17 a 21 anos, que atendem aos critérios para o tratamento farmacológico de colesterol elevado com lipoproteína de baixa densidade (LDL), com objetivo de mostrar os níveis sob o ponto de vista pediátrico e o ponto de vista das orientações para adultos. Os pesquisadores usaram dados da Pesquisa do Exame Nacional de Saúde e Nutrição (NHANES) de janeiro de 1999 a dezembro de 2012, sendo que a análise foi realizada no período de junho a dezembro de 2014.

Orientações Pediátricas

Os pacientes que se encontram no final da adolescência estão tipicamente no processo de transição entre os cuidados pediátricos para os cuidados médicos na fase adulta. O término da adolescência também está cada vez mais associado ao surgimento de fatores de risco para doença cardiovascular, incluindo LDL elevado. A análise revelou que 2,5% e 0,4% dos 6.338 entrevistados estão qualificados para o tratamento com estatinas, segundo as diretrizes pediátricos e adultos, respectivamente.

Os participantes que preencheram os critérios para o tratamento pediátricos tinham níveis médios de colesterol LDL menor, mas também tiveram uma maior proporção de outros fatores de risco cardiovascular, incluindo o tabagismo, hipertensão e obesidade.

Os pesquisadores esperavam encontrar um pequeno subgrupo de jovens que se classificou para tratamento em ambas as orientações, pois eram candidatos prováveis a desenvolver hipercolesterolemia, uma patologia genética onde os indivíduos atingidos apresentam níveis de colesterol elevado de etiologia genética. Porém, se encontrou um grupo muito maior com menor LDL e múltiplos fatores de risco para o tratamento seguindo as diretrizes pediátricas. O que pode gerar confusão no momento de optar pelo tratamento mais adequado.

Eles comentam que as decisões de tratamento em relação aos adolescentes em transição para a idade adulta, que apresentam risco aumentado para a doença cardiovascular, têm sido limitados pela escassez de ensaios clínicos realizados em adultos jovens.

Crianças com dislipidemia grave ou outros fatores de risco, como história familiar de doença cardiovascular precoce ou outros sinais de síndrome metabólica, podem necessitar de tratamento com drogas hipolipemiantes. Novas recomendações do consenso americano indicam tratamento medicamentoso antes dos 10 anos de idade, dependendo da magnitude de outros fatores de risco para doença cardiovascular. Cabe aos pediatras saber quando diagnosticar dislipidemia, quando indicar o tratamento medicamentoso e quais as drogas que podem ser utilizadas em crianças e adolescentes com menor risco e prejuízo ao seu desenvolvimento.

Para a endocrinologista Dra. Marcela Ferrão, a atual falta de dados mais concretos e as diretrizes conflitantes para o tratamento de níveis lipídicos entre os jovens (na faixa etária dos 17 a 21 anos) faz com que a conduta médica seja baseada em potenciais benefícios e malefícios para o tratamento. O Colégio Americano de Cardiologia e da American Medical Association recomenda a tomada de decisão compartilhada com os pacientes, evidenciando os casos de jovens com um alto risco de vida para a doença cardiovascular aterosclerótica.

Fonte:

Application of Pediatric and Adult Guidelines for Treatment of Lipid Levels Among US Adolescents Transitioning to Young Adulthood

Holly C. Gooding, MD, MSc1; Angie Mae Rodday, MSc2; John B. Wong, MD3; Matthew W. Gillman, MD, SM4; Donald M. Lloyd-Jones, MD, ScM5; Laurel K. Leslie, MD, MPH2; Sarah D. de Ferranti, MD, MPH

JAMA Pediatr. 2015;169(6):569-574. doi:10.1001/jamapediatrics.2015.0168.

 


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