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Doenças da Tireoide atingem 10% da população

Postado por em Sem categoria no dia maio 25, 2015


Hoje dia 25 de maio, segunda-feira, se comemora o Dia Internacional da Tireoide. As doenças da tiroide atingem, principalmente, as mulheres. Estima-se que 10% da população sofra de alguma doença relacionada à glândula como o hipertireoidismo, o hipotireoidismo, ou os nódulos da tireoide. Doenças de fácil diagnóstico e tratamento e que permite uma vida normal se controladas. No entanto, como os sintomas podem ser leves ou inespecíficos; como cansaço, ganho ou perda moderada de peso, sensação de calor ou frio intenso e queda de cabelo; muitas pessoas não procuram atendimento médico. As doenças tiereoidianas podem causar complicações graves quando não tratadas, como problemas cardiovasculares, alterações de humor como depressão, problemas de fertilidade entre outros. Dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia indicam que metade dos doentes desconhecem ter o problema, o que, numa população de 200 milhões de brasileiros, apontaria 5 milhões de pessoas convivendo com o hipertireoidismo, principalmente, sem saber.

1 Qual a função da tireoide? A tireoide é uma glândula localizada na região anterior do pescoço abaixo da cartilagem cricóide, conhecida como pomo de Adão. Ela é formada por dois lobos – que ficam dispostos de cada lado da traquéia – e pelo istmo, que une os dois lobos fazendo com que a glândula tenha formato semelhante ao de uma borboleta. A sua principal função é produzir os hormônios tireoidianos triiodotironina (T3) e tetraiodotironina (T4). O hormônio tireoidiano age em praticamente todos os órgãos estimulando várias funções, como se fosse a gasolina do corpo humano. Ele age no coração controlando os batimentos cardíacos, no intestino controlando o peristaltismo e frequência de evacuações, na temperatura corporal, no humor, na memória e outras funções cognitivas. Age também no osso, no músculo e no tecido adiposo, nas mulheres pode alterar a ciclo menstrual e ovulação quando ocorrem disfunções tireoidianas.

2 Quais os principais problemas? O bócio, chamado popularmente de papo, significa qualquer aumento da tireoide seja de forma difusa ou nodular. Os nódulos são detectados ao exame clínico, ou seja, pela palpação do pescoço, em 4-7% da população e em 95% dos casos são benignos. No caso dos malignos os pacientes são submetidos a tireodectomia total (retirada da glândula) e reposição hormonal. Felizmente a grande maioria dos casos de câncer de tireoide tem um prognóstico excelente quando manejados de forma adequada. A tireoide pode ter dois tipos de disfunção o hipotireoidismo, quando funciona menos do que o necessário, e o hipertireoidismo quando a glândula funciona mais do que deveria. Estas disfunções são, na maioria dos casos, geneticamente herdadas e outros membros da família também são acometidos por estas disfunções. O hipotireoidismo é a alteração mais frequente da tireoide, sua prevalência em mulheres é em torno de 10%, aumenta na menopausa. Em homens é menos frequente sua prevalência é em torno de 3%.

3 Por que o emagrecimento ou ganho de peso pode ter alguma relação com o funcionamento da tireoide? A tireoide é a gasolina do corpo. Age estimulando o funcionamento e diversas funções nos diferentes órgãos. Portanto, ela estimula o metabolismo e o gasto energético. No hipotireoidismo, o paciente vai ter um gasto energético reduzido, além de retenção de líquido, que ocasiona um aumento de peso em torno de 10% do peso corporal. No hipertireoidismo ocorre o contrário. Há um aumento do metabolismo e do gasto energético que o paciente não consegue compensar, com o concomitante aumento do apetite. Mas vale ressaltar que é mito dizer que uma pessoa é gorda ou magra porque tem problemas na tireoide. Estas disfunções causam alteração transitória do peso enquanto o paciente não está sendo tratado. Uma vez que o tratamento adequado é iniciado o peso vai depender da alimentação e do gasto calórico, como ocorre com qualquer pessoa saudável.

4 De que forma a alimentação influencia no funcionamento da tireoide? A tireoide utiliza o iodo ingerido na dieta para a produção dos hormônios tireoidianos. Uma alimentação adequada deve fornecer cerca de 150 microgramas de iodo por dia, que é a quantidade suficiente para uma adequada produção dos hormônios. Medicamentos, vitaminas ou alimentos com grande quantidade de iodo, como frutos do mar, pães industrializados entre outros podem fornecer uma quantidade exagerada, causando disfunção tireoidiana. O excesso de iodo crônico pode ocasionar o hipotireoidismo, enquanto que uma sobrecarga aguda de iodo pode causar tanto hipo como hipertireoidismo. A falta de iodo gera problemas mais graves, como provocar o hipotireoidismo e o desenvolvimento do bócio endêmico.

5 Quais são os principais problemas relacionados à tireoide: Por que ocorrem? A tireoide pode ter alteração funcional ou anatômica. A alteração anatômica pode ser pela presença de nó- dulos (bócio uninodular ou multinodular) ou pelo crescimento uniforme da glândula (bócio difuso). O bócio, chamado popularmente de papo, significa qualquer aumento da tireoide, seja de forma difusa ou nodular. O bócio difuso pode ocorrer nas disfunções tireoidianas ou quando há deficiência de iodo, também chamado de bócio endêmico. O bócio endêmico é mais raro no Brasil, devido à inclusão do iodo no sal de cozinha há mais de uma década. Os nódulos são detectados através do exame clínico, ou seja, pela palpação do pescoço, em 4-7% da população, sendo que 95% dos casos são benignos. No caso dos malignos, os pacientes são submetidos a tireodectomia (retirada da glândula) e reposição hormonal. Felizmente, a grande maioria dos casos de câncer de tireoide tem um prognóstico excelente quando manejados de forma adequada.

6 A tireoide pode ter dois tipos de disfunção. O hipotireoidismo quando funciona menos do que o necessário – e o hipertireoidismo quando a glândula funciona mais do que deveria. Tanto o hipotireoidismo como o hipertireoidismo são doenças autoimunes. O indivíduo produz anticorpos contra a própria tireoide, bloqueando ou estimulando o seu funcionamento. O hipotireoidismo é a alteração mais frequente da tireoide, sua prevalência em mulheres ocorre em torno de 10%, aumenta no período da menopausa – ficando em torno de 12 a 15% nesta fase –, em homens a prevalência, bem menos frequente, é em torno de 3%.

7 Como é feito o diagnóstico e tratamento das disfunções tireoidianas? O hormônio que estimula a tireoide é o TSH. Ele é produzido pela hipófise e controla o funcionamento da glândula. No hipotireoidismo, o TSH se eleva para estimular a glândula e fica suprimido quando ela está funcionando demais. O TSH, o T4 e o T3 são utilizados em conjunto para avaliação da função tireoidiana, sendo o TSH o exame mais robusto. Diversos avanços e ensaios laboratorais de dosagem de TSH, ao longo das últimas décadas, foram importantes para constituir os valores de normalidade do TSH no soro. Essa normalidade mais refinada refletiria melhor a “saúde tireoidiana”, sendo importante também porque se relaciona com a realização de rastreamentos populacionais para disfunções tireoidianas, ajudando a determinar o melhor momento para dar início à terapia de reposição hormonal. O valor ideal, na maioria dos testes, para o TSH no sangue, é de 0,4-4,0 mUI/L, em adultos. Deve-se lembrar, porém, que crianças, gestantes e idosos apresentam valores diferentes de TSH para serem considerados como normais.

8 Como é feito o tratamento do hipotireoidismo? É feito com reposição hormonal. A medicação é levotiroxina, tomada diariamente pela manhã, via oral e em jejum. A avaliação da função tireoidiana é feita com exames de sangue, e a dosagem da medicação é baseada no resultado dos exames e na avaliação clínica do paciente. No hipertireoidismo, porém, há mais de uma opção terapêutica: a droga antitireoidiana, o iodo radioativo ou cirurgia. A medicação diminui a produção de hormônio tireoidano pela glândula (droga antitireodiana) podendo ser usada por períodos prolongados, de acordo com a indicação médica. Em casos mais graves, ou que ocorra intolerância medicamentosa, o tratamento com iodo radioativo ou a cirurgia pode ser indicado. O iodo radioativo provoca redução no volume da tireoide e hipotireoidismo, sendo – neste caso – necessária reposição hormonal. A cirurgia pode ser preferida em situações especiais, tais como presença de bócios volumosos e nódulos tireoidanos suspeitos.

Departamento de Tireoide da SBEM Nacional

www.tireoide.org.br

www.endocrino.org.br

www.facebook.com/diainternacionaldatireoide www.facebook.com/tireoidesbem

 


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