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Entidades médicas condenam o uso de óleo de coco para emagrecer

Postado por em Emagrecimento no dia setembro 30, 2015


O óleo de coco ficou famoso há cerca de dois anos, quando houve um “boom” de procura pelo produto, especialmente em forma de cápsulas, por supostamente favorecer o emagrecimento. Ele passou a ser usado também na cozinha, em substituição ao óleo de soja. Mas, as pessoas não conhecem os riscos do consumo do óleo de coco para o organismo, pois ele é rico em gordura saturada, que tem o poder de formar placas de gordura nas artérias, tem ação pró-inflamatória e pode aumentar os níveis de colesterol ruim no sangue.

Neste mês de setembro, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), se pronunciou contra sua utilização e alerta que não existe nenhuma evidencia nem mecanismo fisiológico que o óleo de coco leve à perda de peso.

A SBEM e a ABESO também não recomendam o uso regular de óleo de coco como óleo de cozinha, devido ao seu alto teor de gorduras saturadas e pró- chinflamatórias. O uso de óleos vegetais com maior teor de gorduras insaturadas (como soja, oliva, canola e linhaça) com moderação, é preferível para redução de risco cardiovascular.

As entidades se posicionam em consonância com os resultados de estudos e de acordo com as diretrizes da Associação Americana de Diabetes e Associação Americana de Cardiologia. Um desses estudos realizado pela Biblioteca Cochrane, cuja metanálise abrangeu cerca de 59 mil pacientes, reafirmou que a substituição parcial de ácidos graxos saturados por poli-insaturados, por mais de 2 anos, reduziu em 27% os eventos cardiovasculares. “Somente estudos considerados de alto grau de evidência (os randomizados e controlados) foram incluídos (15 no total), o que dá uma força imensa a essa conclusão”, destaca os presidentes das entidades.

Conheça os tipos de gordura e os seus benefícios:

As gorduras saturadas são encontradas em carnes, leite e seus derivados e desempenham importantes papéis dentro de nossas células e, portanto, seu consumo, em moderação faz parte de uma dieta as/udável.

Os ácidos graxos saturados não são iguais em suas ações sobre o risco cardiovascular e alterações metabólicas. O ácido esteárico, presente no cacau, não influencia na concentração plasmática de colesterol. Já os ácidos láurico e mirístico, presentes em grande quantidade no coco, apresentam maior potencial de elevar a colesterolemia. Além disso, o ácido láurico é também presente no LPS (substância produzidas por algumas bactérias) e gera um processo inflamatório, que pode aumentar o risco de doenças crônicas, como obesidade, diabetes e doença cardiovascular. Isso já foi bem demonstrado em culturas de células humanas.

Alguns ácidos graxos da série ômega 3 e ômega 6 são essenciais, ou seja não são sintetizados no nosso organismo e, portanto, devem fazer parte de nossa dieta, sendo suas principais fontes, na dieta brasileira, óleos vegetais, como soja e canola. Diversos estudos clássicos da literatura evidenciaram que a substituição de parte da gordura saturada da dieta por essas gorduras poli-insaturadas é benéfica.

Fonte: ABESO e SBEM


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