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Estudo diz que manteiga não é tão nociva à saúde

Postado por em doenças cardiovasculares no dia setembro 12, 2016


Dois novos estudos trouxeram à tona a polêmica sobre quais tipos de gordura fazem bem à saúde em longo prazo e quais devem ser evitados. O primeiro estudo, uma meta-análise conduzida pelo Dr. Dariush Mozaffarian, da Tufts University, em Boston, Massachusetts, levantou a questão: “A manteiga está de volta?”. De acordo com os resultados, foram identificados apenas efeitos fracos ou neutros do consumo de manteiga em relação ao risco de doença cardiovascular e à mortalidade global, sugerindo que o produto pode não ser tão nocivo como se pensava.

Os resultados, que foram publicados no periódico PLoS One, representam a mais abrangente avaliação já produzida a respeito dos efeitos para a saúde do consumo continuado de manteiga. A primeira autora do estudo, Laura Pimpin, analista de dados em modelos de saúde pública para o UK Health Forum, afirma que a manteiga pode ser um alimento ‘intermediário’, ou seja, uma escolha mais saudável do que açúcar ou amido — como pão branco ou batata, alimentos usualmente consumidos com manteiga —, que têm sido associados a alto risco de diabetes e doença cardiovascular. Trata-se, porém, de uma escolha menos saudável do que muitas margarinas e óleos de cozinha — ricos em gorduras saudáveis, como os de soja, canola, linhaça e o próprio azeite de oliva extra virgem —, que em tese são de menor risco, se comparados à manteiga ou a grãos refinados, amidos e açúcares.

O segundo estudo, publicado de julho deste ano no periódico JAMA Internal Medicine, baseia-se em dois extensos bancos de dados com informações dos participantes do Nurses’ Health Study e do Health Professionals Follow-up Study, acompanhados por mais de três décadas. Os resultados indicam que a ingestão de grandes quantidades de gordura saturada e gordura trans aumenta o risco de morte, enquanto a de gordura mono e poli-insaturada pode diminuir esse risco. A substituição de gordura saturada pela mesma quantidade de calorias de gordura poli-insaturada e gordura monoinsaturada foi ligada à redução do risco de morte nesses pacientes.

O pesquisador Dr. Dong Wang, da Harvard TH Chan School of Public Health, em Boston, Massachusetts, acredita que nos últimos anos tem havido uma confusão generalizada na comunidade biomédica e entre o público em geral em relação aos efeitos de certos tipos de gordura da dieta sobre a saúde. “Este estudo relata importantes benefícios das gorduras insaturadas, especialmente quando substituem as gorduras saturadas e as gorduras trans”, declara.

Os resultados desses estudos darão embasamento as Diretrizes Dietéticas Americanas, que, pela primeira vez, retiraram a recomendação de limitar a gordura total e optaram por indicar uma dieta com baixo teor de gordura saturada. Evidências recentes sugerem uma possível ação metabólica protetora relacionada com alguns derivados lácteos, como iogurte e queijo, alimentos tradicionais da dieta mediterrânea. Mas o que realmente vai melhorar a saúde do indivíduo é a perda de peso. “Você pode perder peso em dietas de consumo alto, baixo ou regular de gordura. Estou mais preocupado com qual tipo de dieta cada indivíduo consegue adotar a fim de manter um peso mais baixo”, destaca Ayoob. Ele destaca que ainda é necessário prestar atenção à quantidade dos alimentos ingeridos, finaliza.

Referência: Association of Specific Dietary Fats With Total and Cause-Specific Mortality. JAMA Intern Med. 2016

Link: http://bit.ly/2bzzOti

 


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