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De acordo com editorial publicado no Jornal Open Heart (BMJ), governos e organizações internacionais devem se concentrar em corrigir o equilíbrio dos ácidos graxos ω-3 e ω-6 (conhecidos como Ômega 3), que, em quantidades adequadas nos alimentos, desempenham papel importante na prevenção de doenças cardiovasculares e inflamatórias, trombose e câncer. Além disso, permitem o aumento da imunidade e auxiliam no combate da obesidade. Algumas fontes alimentares de ácidos graxos ω-3 e ω-6 são peixes e mariscos, óleo de soja, sementes de chia, abóbora, linho, girassol e nas nozes.

Neste artigo, os pesquisadores Artemis P. Simopoulos, do Centro de Genética, Nutrição e Saúde em Washington, e James J. DiNicolantonio, PharmD, do Instituto do Coração de St. Luke Mid America no Kansas, Missouri, ambos nos EUA, discutiram a incapacidade dos países em evitar o excesso de peso e a obesidade ou manter a perda de peso de suas populações. Eles perceberam que a dieta ocidental é deficiente em ácidos graxos ômega 3, o que se reflete na taxa dietética de ômega 6, muito mais elevada. Isso vem estimulando os pesquisadores a examinarem o papel dos ácidos graxos em relação a uma série de doenças, particularmente as cardiovasculares

Ao longo dos últimos anos, diversas pesquisas científicas vêm destacando a importância dos ácidos graxos ômega 3, 6, e 9 para a saúde. Essenciais para o bom desenvolvimento do organismo, os ácidos ômega 3 e ômega 6 não são produzidos pelo organismo e, por isso, precisam ser ingeridos através de alimentos que os contenham.

Na observação desse estudo, a quantidade de ácidos gordos ω-3 e ω-6 foi equilibrada, mas o desequilíbrio típico da dieta ocidental leva a aumentos no tecido adiposo branco e inflamações crônicas. Os especialistas ressaltam que as diferenças genéticas no metabolismo de ácidos graxos também devem ser consideradas no tratamento da obesidade. “É responsabilidade dos governos e organizações internacionais estabelecer políticas nutricionais baseadas na ciência e não concentrar exclusivamente em calorias e gastos energéticos, que fracassaram nos últimos 30 anos”, destacam os pesquisadores.

Reference:

Simopoulos AP, DiNicolantonio JJ. The importance of a balanced ω-6 to ω-3 ratio in the prevention and management of obesity. Open Heart. 2016;3(2). doi:10.1136/openhrt-2015-000385.

Link: http://bit.ly/2kunXOM