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Estudo mostra que colesterol “bom” pode prejudicar a saúde

Postado por em Colesterol no dia setembro 05, 2017


Um novo estudo publicado no European Heart Journal mostra que níveis muito altos do colesterol HDL podem aumentar o risco de morte prematura. De acordo com o estudo, os níveis de até 73 miligramas por decilitro de sangue para os homens e 93 para as mulheres são considerados adequados. No entanto, homens com taxa de HDL entre 97 e 115 tiveram 36% mais risco de morrer cedo e o dobro do risco quando o índice era acima de 116. Já as mulheres com níveis superiores a 135 tiveram um risco de morte 68% maior.
O HDL sempre foi visto como um fator protetor em estudos observacionais, mas se tratavam de pessoas com taxas naturalmente elevadas para outros fatores de risco associados, como pressão alta e colesterol ruim alto. Uma das questões apontadas é o fato de que existem vários subtipos do tipo HDL e nem todos elas são protetoras. É possível detectar os tipos de partículas presentes no colesterol HDL a partir de exames de sangue que utilizam a metodologia da ultracentrifugação, procedimento aplicado na biologia molecular.
Estudo
O estudo apontou que os níveis elevados de HDL estão associados a um polimorfismo do gene CETP (inibidor de uma enzima ligada à destruição do HDL) que conduz à baixa, ou nula, atividade do chamado transporte reverso – o transporte do colesterol dos tecidos do corpo humano ao fígado. Apesar dos resultados surpreendentes, no recente trabalho apenas 2,3% dos homens mostraram níveis de colesterol HDL acima de 97 e só 0,3% das mulheres tinham níveis maiores que 135. Ou seja, não é uma situação tão comum.
Nova abordagem no consultório
É devido a essas questões que as diretrizes de cardiologia têm abandonado a abordagem do HDL e estão mais focadas na redução do colesterol LDL – a partir das mudanças de hábito, como alimentação saudável e medicamentos, como as estatinas.
No entanto, é importante ressaltar que níveis muito baixos de HDL também podem representar riscos – HDL abaixo de 39 no sangue pode não ser suficientes para a manutenção do colesterol. Há características de partículas HDL que são extremamente benéficas, que é a capacidade de produzir enzimas antioxidantes, anti-inflamatórias e antitrombóticas.

Fonte:
Extreme high high-density lipoprotein cholesterol is paradoxically associated with high mortality in men and women: two prospective cohort studies
Christian M. Madsen Anette Varbo Børge G. Nordestgaard
Link para estudo na íntegra: http://bit.ly/2gEjdWa


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