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Fazer exercícios físicos regularmente aumenta a expectativa de vida depois de sofrer um ataque cardíaco. De acordo com um estudo publicado no periódico científico Mayo Clinic Proceedings, a prática de atividade física não só reduz a chance de ter um ataque cardíaco, mas também pode aumentar em até 40% a probabilidade de sobreviver a um.

O estudo, realizado por pesquisadores do Sistema de Saúde Henry Ford, em Detroit, e da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, ambos nos Estados Unidos, envolveu 2.061 pacientes. Os voluntários, que estavam sendo acompanhados pelos pesquisadores, haviam realizado um teste ergométrico cerca de seis anos antes de sofrer o infarto.

A escala utilizada para medir a aptidão física dos participantes foi o equivalente metabólico (MET, na sigla em inglês), que varia de 1 a 12, onde 1 corresponde a estar sentado no sofá, 3 a uma caminhada, 7 com jogging, 10 com pular corda e 12 com corrida. Quanto maior a pontuação do MET, mais preparado fisicamente está o participante.

Os resultados mostraram que os participantes com maiores pontuações (de 10 a 12) no MET estavam 40% mais propensos a sobreviver um ano após o infarto, em comparação com aqueles com pontuação menor. Os autores também descobriram que o aumento de um nível na aptidão física correspondia a uma redução de 8% a 10% no risco de morte até um ano após o infarto.

“Os dados sugerem que os médicos que trabalham com pacientes que têm fatores de risco cardiovascular devem recomendar que comecem um programa de exercícios imediatamente caso queiram aumentar suas chances de sobrevivência após um possível ataque cardíaco”, disse Clinton Brawner, fisiologista do exercício clínico no Sistema de Saúde Henry Ford, e um dos autores do estudo.

Fonte:

High Exercise Capacity Attenuates the Risk of Early Mortality After a First Myocardial Infarction

The Henry Ford Exercise Testing (FIT) Project

Gabriel E. Shaya, MS, Mouaz H. Al-Mallah, MD, MSc, Rupert K. Hung, BA, Khurram Nasir, MD, MPH, Roger S. Blumenthal, MD, Jonathan K. Ehrman, PhD, Steven J. Keteyian, PhD, Clinton A. Brawner, PhD, Waqas T. Qureshi, MD, Michael J. Blaha, MD, MPHcorrespondenceemail

Link: http://bit.ly/1PQ1uJY