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Estudo mostra que o apetite é mais importante do que a desaceleração do metabolismo no ganho de peso

Postado por em Obesidade no dia fevereiro 02, 2017


Resultados de um novo estudo apresentado na conferência Obesity Week 2016 e publicado no periódico americano Obesity, constatou que para cada quilo de peso perdido, os pacientes analisados consumiram mais de três vezes do que precisariam para manter o peso baixo. Esse aumento desproporcional no apetite após uma pequena perda de peso “pode explicar por que a manutenção de longo prazo do peso corporal reduzido é tão difícil”, disse o pesquisador principal, Dr. David Polidori, da Janssen Research & Development, de San Diego, Califórnia, e sua equipe.

Os achados sugerem que “um aumento relativamente modesto no apetite pode explicar a grande dificuldade que as pessoas têm para perder peso e manter essa perda ao longo do tempo”, observou o autor sênior do estudo, o Dr. Kevin D. Hall, do National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney DiseaseNational Institutes of Health, em Bethesda, Maryland.

Estudos prévios mostraram que o metabolismo desacelera quando os pacientes perdem peso. Porém, a avaliação sugere que o aumento proporcional no apetite provavelmente tem um papel ainda mais importante na estabilização e na recuperação do peso. Contudo os dados ainda são precoces, sendo essa a primeira avaliação desse processo em humanos.

O estudo foi selecionado entre os cinco melhores em um simpósio especial na conferência, pois traz uma “discussão interessante da fisiologia que dirige a recuperação do peso após uma perda de sucesso”, afirmou a moderadora da sessão, Dra. Donna H. Ryan, professora emérita no Pennington Biomedical Research Center, em Baton Rouge, Louisiana, e editora-chefe associada da Obesity. Como os resultados sugerem que um aumento no apetite é ainda mais importante do que a desaceleração do metabolismo no processo de ganho de peso, “a mensagem para os médicos é de não apenas estimular a atividade física como forma de conter a recuperação do peso, mas também utilizar medicamentos que tenham impacto no apetite”, observou Donna. O Dr. Ken Fujioka, diretor de pesquisa metabólica e nutricional na Scripps Clinic,em Del Mar, Califórnia, disse ao site de notícias do Medscape que esse estudo é um marco. “Ele nos dá informações muito úteis que irão nos ajudar a desenvolver novas diretrizes para prevenir o ganho de peso”.

Inibidores de SGLT2: uma nova forma de estudar o equilíbrio energético

Sabendo que pacientes com diabetes tipo 2 que recebem o inibidor de cotransportador de sódio-glicose 2 (SGLT2) canagliflozina para redução da glicemia, excretam uma quantidade fixa de glicose na urina, o coordenador da pesquisa, Dr. Polidori e colaboradores, usaram um modelo matemático para calcular as mudanças no consumo calórico durante um estudo placebo controlado desse medicamento, com duração de 52 semanas, no qual 153 pacientes receberam canagliflozina e 89 pacientes receberam placebo. “O uso dessa abordagem significa que os pacientes que receberam canagliflozina consistentemente excretaram 90g/dia de glicose mas não relataram sentir menos energia”, observou.

Previamente, os pesquisadores haviam validado um modelo matemático para calcular as mudanças esperadas no consumo calórico correspondente a mudanças no peso corporal. Ao final do estudo, os pacientes que receberam placebo haviam perdido menos de 1kg, e aqueles que receberam canagliflozina haviam perdido cerca de 4kg. A perda de peso com a canagliflozina foi menor do que o previsto, devido ao aumento do apetite dos pacientes.

Em média, os pacientes que receberam canagliflozina comeram cerca de 100kcal/dia a mais por quilo de peso perdido – uma quantidade mais de três vezes maior do que as adaptações às perdas energéticas correspondentes. Esses resultados fornecem a primeira quantificação do sistema de controle e feedback do consumo enérgico em humanos.

Eles acrescentam que na ausência de “esforços para restringir o consumo de alimentos após a perda de peso, o controle de feedback do consumo energético resultará em uma alimentação acima dos níveis basais com uma aceleração da recuperação do peso. Os poucos indivíduos que mantêm a perda de peso a longo prazo o fazem por meio de esforços heróicos para manter as alterações comportamentais, em face do aumento do apetite em um ambiente obesogênico. Uma vez que a perda de peso continuada torna mais difícil para os pacientes perderem mais peso, esse estudo reforça a mensagem de que os pacientes deveriam focar em criar mudanças saudáveis no estilo de vida com as quais possam viver em longo prazo.

Fonte: How Strongly Does Appetite Counter Weight Loss? Quantification of the Feedback Control of Human Energy Intake

Authors: David Polidori, Arjun Sanghvi, Randy J. Seeley, Kevin D. Hall

First published: 2 November 2016

Link: http://bit.ly/2jmSUrT


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