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Um estudo publicado no The Journal of the American Medical Association mostra algumas das primeiras evidências da interação bidirecional entre as bactérias do intestino e o cérebro. Tradicionalmente, os estudos relacionam o sistema nervoso central com a regulação do nosso humor e comportamento, mas novas pesquisas apontam o papel único da nossa microbiota intestinal em influenciar as emoções.

Os pesquisadores observaram que os ratos que não apresentavam os micro-organismos comensais tiveram uma resposta exagerada ao estresse, acompanhados de química cerebral alterada e hormônios de estresse elevado.

A depressão, por exemplo, pode estar relacionada com a desordem no eixo do estresse que os micróbios podem causar. Mas os germes também podem afetar o cérebro mais diretamente, ajustando a sensibilidade das células nervosas no intestino que enviam sinais ao cérebro e influenciam no comportamento. A microbiota intestinal também parece alterar a atividade química de moléculas mensageiras do sistema nervoso como a serotonina, que tem um papel importante nos transtornos de humor, incluindo a depressão.

Mude seus hábitos alimentares e seu microbioma mudará também – e, quem sabe, até características do seu cérebro. Um estudo recente descobriu que a severidade de problemas de comportamento como obsessividade e ansiedade observados em camundongos semelhantes a humanos autistas pode ser aliviada com uma mudança nas bactérias que habitam seu intestino. Não curada, note bem; o autismo continua sendo um distúrbio estrutural e funcional do cérebro. Mas sua severidade, ao que parece, pode estar relacionada ao menos em parte com a dieta, que modifica seu microbioma, que por sua vez influencia o funcionamento do seu cérebro. Você, quem diria, é o seu corpo – mais as suas bactérias.

 

Fonte: Unraveling the Influence of Gut Microbes on the Mind

M. J. Friedrich

JAMA. 2015;313(17):1699-1701. doi:10.1001/jama.2015.2159.

Link: http://bit.ly/1Q4PC0F