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Dois estudos publicados no mês de janeiro de 2018 no Journal of American Medical Association, concluíram que a cirurgia bariátrica reduz a incidência de hipertensão, diabetes tipo 2 e outras doenças relacionadas à obesidade a longo prazo. Apesar desses benefícios, os pesquisadores alertam que essas vantagens devem ser ponderadas diante dos riscos das complicações relacionadas à cirurgia.

Um desses estudos conduzidos no Centro de Obesidade Mórbida do Sykehuset i Vestfold em Tonsber, na Noruega, mostrou que a operação reduziu o risco de hipertensão e de outras comorbidades relacionadas à obesidade, mas também aumentou o risco de complicações ao longo de seis anos, em média.

O outro estudo realizado pela equipe do Departament of Surgery da University of Minnesota, em Minneapolis (EUA), descobriu que adultos com diabetes tipo 2 indicados para a cirurgia de bypass gástrico, além de mudarem o estilo de vida, apresentaram níveis significativamente melhores de glicemia, colesterol e pressão arterial em comparação com os pacientes escolhidos para o tratamento clínico apenas com modificação de estilo de vida. No entanto, como o efeito da cirurgia reduziu após cinco anos é necessário compreender a durabilidade da melhora depois da cirurgia.

Menos hipertensão e comorbidades, porém mais complicações

No estudo norueguês foram analisadas as alterações das comorbidades relacionadas com a obesidade após a cirurgia bariátrica e ao tratamento clínico especializado em 1.888 pacientes com obesidade grave (com índice de massa corporal (IMC) ≥ 40 kg/m2 ou ≥ 35 e pelo menos uma comorbidade no início do estudo).

Os pacientes escolheram seus respectivos tratamentos. Aqueles que optaram pelo tratamento clínico puderam optar entre os programas individuais, em grupo no ambulatório ou em um centro de reabilitação. Os que optaram pela cirurgia eram mais jovens e tinham IMCs mais altos; 92% foram submetidos a bypass gástrico e 7% fizeram gastrectomia vertical.

Para os resultados coprimários, a remissão da hipertensão (com base nos medicamentos dispensados) foi duas vezes mais provável com a cirurgia, e o risco de um novo quadro de hipertensão foi 60% mais baixo, significativamente, comparado ao tratamento clínico.

Fonte: Association of Bariatric Surgery vs Medical Obesity Treatment With Long-term Medical Complications and Obesity-Related Comorbidities
Gunn Signe Jakobsen, MD; Milada Cvancarova Småstuen, PhD; Rune Sandbu, MD, PhD; Njord Nordstrand, MD, PhD; Dag Hofsø, MD, PhD; Morten Lindberg, MD, PhD; Jens Kristoffer Hertel, PhD; Jøran Hjelmesæth, MD, PhD

Link estudo original: http://bit.ly/2GC1gEf