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Vários estudos estão sendo desenvolvidos com o objetivo de  investigar o comportamento alimentar devido ao aumento da obesidade e transtornos alimentares. Pesquisa recente intitulado “Studying eating behavior in humans” (Estudando o comportamento alimentar em humanos) demonstra que entender o funcionamento adequado do apetite é fundamental para o monitoramento do peso corporal.
Segundo Dra. Marcela Ferrão, que participa de estudos nessa área na Santa Casa de Misericórdia de Porto alegre, a ingestão alimentar excessiva, promovida pelo aumento da acessibilidade aos alimentos de elevada palatibilidade e elevada densidade energética é um dos principais determinantes pelo aumento da obesidade.  “Como a capacidade em manter uma ingestão nutricional adequada é crítica para a sobrevivência, os mamíferos desenvolveram circuitos neurais extremamente complexos que modulam vários aspetos do comportamento alimentar”, explica. O hipotálamo e o tronco cerebral regulam poderosos mecanismos homeostáticos que tentam manter o peso corporal estável.
Tradicionalmente, a regulação homeostástica tem sido associada com a regulação do funcionamento do organismo.    Ou seja, o conjunto de processos que os sistemas biológicos utilizam para se manter em equilíbrio. Isso significa que a homeostase é usada para explicar mudanças no tipo de alimentação e ingestão de alimentos, o que envolve a influencia de recompensa, prazer e sabor do alimento.O sistema homeostático inclui reguladores hormonais de fome, saciedade e dos níveis de adiposidade, tais como a leptina, grelina e a insulina, que atuam em circuitos cerebrais hipotalâmicos e do tronco cerebral, estimulando ou inibindo o apetite, de forma a manter um balanço energético adequado. Para além do sistema homeostático, o sistema de recompensa cerebral também desempenha um papel importante na ingestão alimentar
Circuitos neurais
No entanto, no ambiente obesogénico atual, a ingestão alimentar é amplamente determinada por fatores não homeostáticos, que contribuem para o consumo de grandes porções de comida particularmente com alta concentração de açúcar e gordura, combinado com uma vida sedentária.
Importante destacar que os estudos de laboratório não se destinam a reproduzir o ambiente onde as pessoas recebem estímulos, mas procedimentos e metodologias para medir o comportamento alimentar. No centro desses laboratórios, geralmente há uma cozinha metabólica para a preparação dos alimentos serem testados. A maioria dos estudos é projetada de tal maneira que os fatores ambientais e sociais não interfiram no comportamento alimentar que envolvem variáveis antropométricas e fisiológicas. Durante as investigações estão presentes a avaliação de vários fatores genéticos, fisiológicos, psicológicos e ambientais que influenciam e contribuem para a grande complexidade do comportamento alimentar humano.

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METABOLIC PHENOTYPING GUIDELINES: Studying eating behaviour in humans. Catherine Gibbons, Graham Finlayson, Michelle Dalton, Phillipa Caudwell and John E Blundell.