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Falta de melatonina causa obesidade e diabetes, aponta estudo

Postado por em Melatonina no dia fevereiro 03, 2015


 

Pesquisadores brasileiros do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) descobriram que a melatonina pode ser uma importante aliada no combate a distúrbios metabólicos, entre eles diabetes, hipertensão e obesidade. De acordo com os médicos, a melatonina controla a ingestão alimentar, o gasto de energia, o acúmulo da energia no tecido adiposo e a síntese e a ação da insulina nas células. Além disso, o hormônio é um importante agente anti-hipertensivo, regula a resposta do organismo à atividade física aeróbica e participa da formação de neurônios durante o desenvolvimento fetal e pós-natal.

O grupo de pesquisa coordenado pelo Dr. José Cipolla Neto, da Universidade de São Paulo (USP) mostra que a melatonina age no controle da ingestão alimentar, do dispêndio energético pelo organismo e do armazenamento de energia nos estoques, como o tecido adiposo e o fígado. “Podemos afirmar que a melatonina tem papel fundamental na regulação do peso corpóreo,” destacou Dr. José Cipolla.

Segundo ele, a melatonina é um poderoso regulador da secreção e da ação da insulina, com várias funções importantes no organismo, entre as quais regular o desvio da energia ingerida pela alimentação para os estoques energéticos, bem como a retirada de energia desses estoques para uso nas atividades do dia a dia. “Pode ser vista, portanto, como um possível coadjuvante no tratamento do diabetes do tipo 2, decorrente da resistência insulínica. Mesmo no diabetes do tipo 1, no qual há pouca produção de insulina, a melatonina poderia melhorar a ação desse hormônio pancreático,” disse o médico.

Luz inibe a melatonina

Os problemas de saúde podem começar a aparecer quando a produção de melatonina é prejudicada – e essa produção se dá sobretudo à noite. A principal causa de queda na produção noturna de melatonina é a fotoestimulação. A maioria das pessoas começa a produzir esse hormônio por volta de 20 horas. Quando o indivíduo se expõe à luz durante a noite, seja vendo TV ou mexendo no smartphone ou no computador, a síntese de melatonina que deveria estar ocorrendo nesse período é bloqueada. “Esse estímulo pode ser um dos fatores por trás da epidemia de obesidade da sociedade contemporânea,” explicou José Cipolla. Conforme o médico, pra evitar ou minimizar o problema, além de dormir bem em quartos sem iluminação, o ideal é evitar a luz azul à noite.

Uma das coisas que têm sido sugeridas é eliminar o comprimento de onda da luz azul, de 480 nanômetros, que controla a ritmicidade circadiana e a produção de melatonina. As empresas de iluminação já estão trabalhando nesse tema. Estudos mostraram que, se o ambiente noturno estiver com baixa intensidade de luz azul, o indivíduo pode permanecer trabalhando sem ter a ritmicidade circadiana e a produção de melatonina afetadas significativamente. Mas esse é justamente o comprimento de onda emitido pelo LED de luz azul presente em computadores, televisores e smartphones. Há empresas que vendem películas para colocar na tela e filtrar a luz azul. É uma forma de lidar com o problema,” conclui o médico.

Fonte: Agência FAPESP, janeiro de 2015

Amaral, F. G., Castrucci, A. M., Cipolla-Neto, J., Poletini, M. O., Mendez, N., Richter, H. G. and Sellix, M. T. (2014), Environmental Control of Biological Rhythms: Effects on Development, Fertility and Metabolism. Journal of Neuroendocrinology


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