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Gene e obesidade: mudanças ambientais podem ser decisivas

Postado por em Obesidade no dia janeiro 19, 2015


De acordo com um novo estudo, a associação entre uma variante particular do gene e o índice de massa corporal (IMC), sugere que as mudanças ambientais podem influenciar a forma como os genes se expressam. Os resultados foram publicados recentemente na Revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências, pelo Dr. James Niels Rosenquist (Universidade de Harvard e do Departamento de Psiquiatria do Hospital de Boston).  Os pesquisadores usaram dados do estudo de Framingham Heart  realizado com 5.209 pessoas em 1948, e da subsequente Framingham Offspring Study, que envolveu 5.124 da prole do grupo original a partir de 1971 – as crianças foram acompanhadas até a idade adulta.

Dr. Rosenquist e seus colegas descobriram uma forte associação entre a variante rs993609 do gene e o Índice de Massa Corporal (IMC) no período de 1942 e 1945 em diante. Embora o estudo não tenha observado os mediadores ambientais, a década de 40 foi o momento em que os avanços tecnológicos começaram a reduzir o gasto de energia e os alimentos processados de alto valor calórico tornaram-se predominantes.

O pesquisador Dr.Rosenquist disse ao Medscape Medical News que esse estudo é o primeiro a considerar a dimensão do tempo para a exploração das influências genótipo-ambiente no fenótipo. Os outros estudos anteriores foram transversais e tiveram resultados contraditórios.

Para a endocrinologista Dra. Marcela Ferrão, a partir da descoberta da estrutura do genoma humano houve um maior interesse pela sua influencia na obesidade ao invés de focar apenas em fatores ambientais específicos. “A combinação entre os genes do indíviduo e o meio em que ele vive é essencial para avaliar seu comportamento alimentar através dos tempos, e consequentemente o fator obesidade”, acrescenta.

Conforme a investigação, esses resultados também poderiam ajudar a promover o desenvolvimento da medicina personalizada e melhorar a capacidade de prever o risco. Segundo os pesquisadores, se é possível analisar quando e onde estas coisas têm um efeito, o médico pode fazer um trabalho muito mais preciso de identificação de risco individual e suscetibilidade aos medicamentos. “A descoberta sugere que não é apenas quem você é, mas onde e quando”, concluem.

Fonte: Publicado em dezembro de 2014, Medscape Medical News. 

Link: http://www.medscape.com/viewarticle/837526


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