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Hemoglobina indica risco de diabetes em crianças e adolescentes

Postado por em Diabetes no dia março 02, 2017


De acordo com pesquisadores americanos, o risco de diabetes tipo 2 pode ser previsto e a presença de pré-diabetes pode ser identificada pela dosagem da HbA1c (hemoglobina glicada) com a mesma precisão do que com outros testes. A pesquisa foi publicada em janeiro no periódico Diabetes Care.

Analisando dados de um estudo de longo prazo em uma população indígena americana, a equipe descobriu que não havia diferença entre os exames de HbA1c, glicemia de jejum, e teste oral de tolerância a glicose de duas horas (TOTG) na identificação de crianças que desenvolveriam diabetes futuramente.

De acordo com a coautora do estudo, a Dra. Madhumita Sinha, do National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases, National Institutes of Health, em Phoenix, Arizona, o grande benefício do exame de HbA1c é a conveniência. A médica explica que a maioria dos pediatras faria uma glicemia de jejum, ao avaliar uma criança de 10 anos com sobrepeso ou obesidade. No entanto, Madhumita, argumenta, que nenhuma criança consegue estar em jejum às 8 da manhã.

A pesquisadora acredita que, apesar do estudo ter sido realizado com uma população conhecida pelo alto risco de desenvolver diabetes, os resultados são extensivos a outros grupos. Para pesquisadora, a grande vantagem do estudo foi que os indivíduos foram acompanhados por mais de 40 anos. Além disso, os estudiosos conseguiram realizar todos os exames no mesmo laboratório, em Phoenix.

Estudo longitudinal

A American Diabetes Association (ADA) recomenda que crianças e adolescentes assintomáticos sejam avaliados para diabetes tipo 2, caso tenham idade até 10 anos e índice de massa corporal menor ou igual a  85, com no mínimo dois fatores de risco adicionais. Os fatores de risco incluídos no estudo foram diabetes tipo 2 em um familiar de primeiro ou segundo grau, grupos étnicos específicos e história materna de diabetes ou diabetes gestacional.

Embora medir a HbA1c em crianças seja conveniente, poucos estudos estudaram a associação entre a HbA1c na infância e o risco de desenvolver diabetes. No estudo longitudinal, os pesquisadores mediram a HbA1c, glicemia de jejum e TOTG em moradores de uma comunidade indígena americana, no período de 1965 a 2007.

A análise atual incluiu 2.095 crianças e adolescentes não diabéticos com idades que variam entre 10 a 19 anos, que foram monitorados até os 39 anos, além de 2.005 adultos na faixa etária dos 20 aos 39 anos, que foram monitorados até os 59 anos.

Dentre as crianças e adolescentes, 18,8% tinham sobrepeso e 53,1% eram obesas, enquanto as taxas equivalentes para adultos eram de 19,1% e 73,8%. A prevalência de pré-diabetes foi de 3% em crianças e adolescentes e de 8,4% em adultos, quando classificada por uma HbA1c menor ou igual a 5,7%, em contraste com os 9,2% em crianças e adolescentes e 21,1% a partir dos resultados obtidos com glicemia de jejummenor ou igual a 100 mg/dL. A intolerância a glicose, determinada por um TOTG de duas horas ≥ 140 mg/dl, teve prevalência em 8,1% das crianças e em 17,3% dos adultos.

 

Fonte:

HbA1c and the Prediction of Type 2 Diabetes in Children and Adults

1.    Pavithra Vijayakumar,

2.    Robert G. Nelson

3.    Robert L. Hanson

4.    William C. Knowler and 

5.    Madhumita Sinha

Diabetes Care 2017 Jan; 40(1): 16-21. https://doi.org/10.2337/dc16-1358

 


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