Agendamentos/contato - (51) 3024.4665 | (51) 99644.0228 | Porto Alegre contato@marcelaferrao.com.br

Menu

Inibidores de apetite são liberados, mas devem ter orientação médica

Postado por em Anfetaminas no dia setembro 12, 2014


Depois que o Senado aprovou o Projeto de Decreto Legislativo que suspende resolução de 2011 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibindo a comercialização dos inibidores de apetite, os medicamentos que contêm anfetaminas na fórmula poderão voltar a ser usados por pacientes brasileiros. A matéria provocou muita discussão em plenário porque os deputados não queriam votar o tema sem conhecer estudos aprofundados e detalhados acerca desses medicamentos. Neste cenário houve um papel determinante da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) em informá-los da importância do acesso a esses medicamentos.

A endocrinologista Marcela Ferrão acredita que a liberação de inibidores de apetite ampliará a lista de remédios disponíveis nas farmácias e facilitará a identificação da fórmula mais adequada para o paciente. “Agora vamos ter mais opções de tratamento para os pacientes que necessitam de auxílio medicamentoso para emagrecer. Desde 2011, quando a Anvisa proibiu a venda dos anfetamínicos anfepramona,femproporex e mazindol e restringiu a prescrição da sibutramina, as entidades médicas vinham tentando reverter a decisão”, recorda.

Mas, a especialista adverte que o risco está no uso do medicamento sem prescrição médica e o maior problema é que estas substâncias sejam vendidas na farmácia indiscriminadamente ou sob prescrição médica deliberada. “A liberação desses medicamentos vai ajudar os pacientes obesos na prevenção de doenças metabólicas como hipertensão, diabetes e câncer, através da inibição do apetite. A obesidade é hoje um grave problema de saúde pública no Brasil”, ressalta Dra. Marcela.

A taxa de crescimento sobre a incidência dessa doença crônica, que era de 0,8% ao ano, em 2011, saltou para 4,5% ao ano, em 2013, o que pode indicar ainda maiores dificuldades dos pacientes que precisam perder peso. Os próprios números do Ministério da Saúde provam isso. Em 2006, 43% da população estava com sobrepeso ou obesidade. Em 2011, esse número passou para 51%, o que representa 16 milhões de pacientes. Apesar de apresentar estabilização e leve declínio, os últimos dados da Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico (Vigitel) mostram que a obesidade é um grave problema de saúde pública por tratar-se de uma doença de múltiplas causas, multissistêmica e crônica. Dra. Marcela lembra que apenas em 2013, a obesidade foi reconhecida pelas entidades médicas como uma doença crônica.

Não se pode esquecer que a base do tratamento é a reeducação alimentar e a prática de atividade física. No entanto, sabe-se, que muitas vezes, essas mudanças de hábitos não são suficientes e os médicos necessitam lançar mão de outras ferramentas, conforme o caso do paciente (medicação ou cirurgia). Por fim é importante lembrar que para conter a epidemia é preciso iniciar pela reeducação alimentar desde a infância, onde os hábitos serão levados para toda a vida.

 Fonte: Anvisa e Vigitel


Related Posts

Porto Alegre

Rua Soledade, 569 - Torre A - Sala 1005
Mãe de Deus Center - Porto Alegre/RS
contato@marcelaferrao.com.br
Agendamentos/contato - (51) 3024.4665 | (51) 99644.0228

Pré-agende a sua consulta, determinando dia e horário de sua preferência. Deixe seu telefone que entraremos em contato para confirmar o seu agendamento. Estacionamento rotativo no prédio.