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Ministério da Saúde reduz quantidade de sal dos alimentos

Postado por em Comportamento alimentar no dia agosto 20, 2014


O Ministério da Saúde e a Associação das Indústrias da Alimentação (Abia) firmaram acordo para retirar mais de mil toneladas de sódio de produtos industrializados. A previsão é de que até 2020, mais de 28 mil toneladas de sódio estejam fora das prateleiras, como resultado dos quatro Termos de Compromisso firmados entre Ministério da Saúde e Abia. O total das parcerias reúne 16 categorias de alimentos que representam mais de 90% do sódio em produtos industrializados. De acordo com a Dra. Marcela Ferrão a medida serve de alerta para a mudança de hábitos da população, principalmente, na escolha dos produtos.
Não é de hoje que se fala dos malefícios do sal para o organismo, mas parece que o brasileiro tem uma percepção equivocada sobre a quantidade correta de sal a ser consumida. De acordo com pesquisa Vigitel 2013 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), 48,6% dos brasileiros avaliaram como médio seu nível de consumo diário de sódio. No entanto, no Brasil, estima-se consumo médio de quase 12g por pessoa por dia, o que é mais do que o dobro do que a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), de no máximo de 5 gramas ao dia.
Dos 54 produtos avaliados em laboratórios, 40 ficaram abaixo da meta de quantidade de sódio. Das 29 marcas de macarrão instantâneo, 19 (65,5%) ficaram abaixo da média (1920,7 mg/100g). Já entre as 16 marcas de pães de forma, 15 (93,75%) estavam abaixo da média (645mg/100g) e entre as nove marcas de bisnaguinhas seis (66,6%) ficaram abaixo da meta (531 mg/100g).
Riscos para a saúde
O consumo exagerado do sal está relacionado ao aumento no risco de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e doenças renais, entre outras. As DCNT são responsáveis por 63% dos óbitos no mundo e 72% dos óbitos no Brasil. Um terço destas mortes ocorre em pessoas com idade inferior a 60 anos. Se o consumo de sódio for reduzido à quantidade recomendada pela OMS, por exemplo, os óbitos por acidentes vasculares cerebrais podem diminuir em 15%, e as mortes por infarto em 10%.
Estudo publicado no New England Journal of Medicine mostra que a alta ingestão de sódio aumenta a pressão arterial, porém os seus efeitos globais conforme idade, sexo e país, ainda, não haviam sido estabelecidos. Foram coletados dados em relação à quantidade de sódio na dieta de pessoas em 66 países (que representam 74% dos adultos em todo do mundo). Esses dados serviram para quantificar o consumo mundial de sódio conforme a idade, sexo e país.
Os efeitos do sódio sobre a pressão arterial foram calculados a partir de um estudo randomizado de acordo com a idade, raça, e a presença ou ausência de hipertensão. Em 2010, o nível médio de consumo de sódio no mundo foi de 3,95 gramas por dia, sendo que os níveis regionais variaram entre 2,18 e 5,51 gramas por dia. Globalmente, 1,65 milhão de mortes anuais por causas cardiovasculares foram atribuídos à ingestão de sódio acima do nível de referência: 61,9% dessas mortes ocorreram em homens e 38,1% ocorreram em mulheres.

Fontes:

Ministério da Saúde, 2014
– Global Sodium Consumption and Death from Cardiovascular Causes. 2014
Dariush Mozaffarian, M.D., Dr.P.H., Saman Fahimi, M.D., Gitanjali M. Singh, Ph.D, Renata Micha, R.D., Ph.D., Shahab Khatibzadeh, M.D., M.P.H., Rebecca E. Engell, B.A., Stephen Lim, Ph.D., Goodarz Danaei, Ph.D., Majid Ezzati, Ph.D., and John Powles, M.B., B.S., for the Global Burden of Diseases Nutrition and Chronic Diseases Expert Group (NUTRICODE)

 


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