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Mitos e Verdades sobre a Glândula Tireoide

Postado por em Tireoide no dia maio 25, 2016


Maio é o mês de conscientização sobre as doenças tireoidianas. Para marcar a data, o Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)  preparou um material informativo para esclarecer à população sobre o que é essa glândula e quais os cuidados deve ter. Internautas enviaram perguntas pelas redes sociais e os especialistas estão respondendo em vídeo. A informação confiável é uma ferramenta importante para o tratamento correto.

A intenção da campanha é chamar a atenção da população para a importância que esta pequena glândula tem para o funcionamento adequado de todos os órgãos e também para o desenvolvimento do feto. Além disso, orientar sobre as disfunções tireoidianas (hipo e hipertireoidismo), nódulos/câncer de tireoide e alertar que são mais comuns do que se imagina, entretanto, se forem adequadamente investigadas e tratadas, não alteram a qualidade de vida e sobrevida dos pacientes na grande maioria dos casos.

Conheça os Mitos e Verdades sobre Glândula da Tireoide:

Verdades

A tireoide é uma glândula que fica no pescoço, logo abaixo daquela saliência popularmente conhecida como “pomo-de-adão”.

A tireoide produz dois hormônios: a TRIIODOTIRONINA (T3) e a TIROXINA (T4). Esses hormônios são muito importantes em todas as fases da vida, como na formação dos órgãos fetais (principalmente o cérebro), crescimento, desenvolvimento, fertilidade e reprodução.

Os hormônios da tireoide exercem ainda importante atuação nos batimentos cardíacos, sono, raciocínio, memória, temperatura do corpo, funcionamento intestinal e no metabolismo.

A produção hormonal da glândula tireoide é 80% do T4 e apenas 20% do T3. O próprio organismo converte o T4
em T3 conforme necessário.

• O hipotireoidismo é uma doença comum que afeta 8% a 12% dos brasileiros, incluindo todas as suas formas de
apresentação (desde as formas mais leves até as mais graves).

A produção hormonal da glândula tireoide é 80% do T4 e apenas 20% do T3. O próprio organismo converte o T4
em T3 conforme necessário.

• O hipotireoidismo é uma doença comum que afeta 8% a 12% dos brasileiros, incluindo todas as suas formas de
apresentação (desde as formas mais leves até as mais graves).

A forma mais grave de hipotireoidismo é o congênito, que ocorre no recém nascido. Se não diagnosticado e tratado
pode causar retardo mental irreversível.

• O diagnóstico do hipotireoidismo congênito é realizado através do exame do pezinho nos primeiros dias de vida.

• Durante a gravidez, o hipotireoidismo não diagnosticado e não tratado pode se associar com complicações à gesta-
ção e ao feto.

• O diagnóstico do hipotireoidismo é realizado mediante solicitação de exames em casos suspeitos ou de risco. Na
gestação, o diagnóstico deve ser feito no primeiro trimestre.

• Os principais sintomas do hipotireoidismo são sonolência excessiva, sono não reparador (a pessoa acorda cansada),
cansaço não habitual durante o dia, preguiça,lentidão e dificuldade para exercer suas tarefas e funções, esquecimento fácil, concentração baixa, tristeza, intestino preso, ressecamento de pele e cabelos, unhas fracas e ganho de peso inexplicável.

• Em crianças, o hipotireoidismo atrapalha o crescimento, as atividades e o rendimento escolar.

• São consideradas pessoas de risco de hipotireoidismo: mulheres no período pós menopausa, idosos, pessoas
com antecedentes de doenças de tireoide na família, diabetes tipo 1 ou outras doenças autoimunes (p. ex. vitiligo, lúpus, artrite reumatoide), pessoas com antecedentes de radioterapia no pescoço ou que utilizam medicamentos como amiodarona ou lítio.

• Os exames para diagnóstico do hipotireoidismo são as dosagens do TSH e do T4 livre. O médico pode ainda solicitar outros exames se necessário.

• O tratamento do hipotireoidismo deve ser feito, exclusivamente, com o uso da levotiroxina (T4).

• O T3, ou triiodotironina, não deve ser utilizado no tratamento do hipotireoidismo, exceto em raras circunstâncias.

• Nunca use hormônios tireoidianos em formulações. Não é seguro e pode causar danos à sua saúde.

• Nunca altere a dose e nunca mude a marca de sua levotiroxina sem antes consultar seu médico.

MITOS

• O hipotireoidismo é causa de obesidade.
Falso: o hipotireoidismo não tratado associa-se apenas a um ganho leve de peso, em geral por retenção de líquidos.

• As dosagens do T3 total (ou T3 livre) e do T3 reverso (T3R) são importantes no diagnóstico do hipotireoidismo ou para avaliação nutricional.

Falso: esses exames não têm nenhuma utilidade no diagnóstico do hipotireoidismo nem na avaliação nutricional.

• O T3 (triiodotironina) deve ser usado no tratamento do hipotireoidismo.

Falso: o T3 não deve ser utilizado no tratamento do hipotireoidismo, exceto em situações raras e especiais.

• O T3 (triiodotironina) é útil no tratamento de emagrecimento.

Falso: embora o T3 em doses elevadas possa associar-se a perda de peso, o seu uso não é recomendado porque
pode causar efeitos indesejáveis, como hipertensão arterial, arritmia cardíaca e morte.

• O T3 (triiodotironina) é útil no tratamento de estresse, cansaço ou desânimo.

Falso: não há indicação de uso de T3 nessas situações e pode causar riscos a sua saúde.

• O T3 (triiodotironina) pode ser formulado com segurança.

Falso: a maioria das farmácias de manipulação não tem alta precisão para formular o hormônio em microgramas. Os hormônios formulados não estão sujeitos aos mesmos controles de qualidade dos medicamentos industrializados e não estão sujeitos ao monitoramento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Fonte: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)

 

 

 


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