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Noites mal dormidas aumentam risco de alterações cardiometabólicas

Postado por em Sem categoria no dia setembro 08, 2014


O Hipotálamo é uma área cerebral nobre e intimamente relacionada às emoções. Ele ativa a Hipófise e todo o Sistema Nervoso Autônomo gerando respostas físicas e psicológicas em todo organismo. Assim, podemos dizer que todo Sistema Endócrino é mobilizado a partir do Hipotálamo, vindo daí a expressão Eixo-Hipotálamo-Hipófise-Suprarrenal. Estudo recente intitulado Adverse Effects of Two Nights of Sleep Restriction on the Hypothalamic (Efeitos adversos da restrição de duas noites de sono no Hipotálamo) demonstra que o sono insuficiente está associado ao aumento do risco cardiometabólico – a possibilidade de que uma pessoa venha a ter lesões em seu coração e nos vasos sanguíneos quando fatores de risco, como obesidade, elevação do colesterol LDL (colesterol “ruim”), elevação de gorduras sanguíneas (triglicérides), baixa do colesterol HDL (o “bom” colesterol), hipertensão arterial, e resistência à insulina.

Treze indivíduos participaram em duas sessões de laboratório (duas noites de 10 horas e duas noites de quatro horas), em um estudo randomizado cruzado. O sono foi gravado por polissonografia. Após a segunda noite de cada sessão, o sangue foi coletado em intervalos de 20 minutos para medir os valores totais de ACTH (o hormônio é aumentado em situações de estresse) e cortisol (corticóide mais abundante encontrado no organismo). O nível de estresse, fome e apetite foram avaliados em intervalos de uma hora por escalas validadas.

Segundo a endocrinologista Marcela Ferrão, a pesquisa verificou que os efeitos adversos de duas noites de restrição de sono sobre o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal em homens saudáveis está associada ao acréscimo do risco cardiometabólico. “O objetivo foi analisar o impacto do sono restrito sobre os perfis diurnos de concentrações de cortisol”, explica.

Restrição do sono e efeitos

Os pesquisadores constataram que a restrição de sono está associada ao aumento de 19% nos níveis gerais de ACTH relacionados à perda de sono e a elevação do cortisol (superior a 21%). No período diurno, os níveis de ACTH foram maiores após a restrição de sono, sem significativa elevação de cortisol. No período noturno, o hormônio ACTH foi inalterado, enquanto o cortisol, alcançou picos entre 30% e 200 porcento. A restrição do sono não foi associada ao estresse, mas resultou em um aumento no apetite que foi correlacionado com o aumento do cortisol. O impacto da perda de sono sobre a atividade hipotálamo-hipófise-adrenal oscila durante o dia. Isso significa, que sono insuficiente amortece o ritmo circadiano de cortisol, um importante sincronizador interno de relógios centrais e periféricos.

Fonte: Adverse Effects of Two Nights of Sleep Restriction on the Hypothalamic-Pituitary-Adrenal Axis in Healthy Men. A. Guyon, M. Balbo, L. L. Morselli, E. Tasali, R. Leproult, M. L’Hermite-Balériaux, E. Van Cauter, and K. Spiegel


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