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Não há nenhuma evidência para apoiar o uso de testosterona ou de DHEA (hormonio natural produzido pelo corpo a partir do colesterol pelas glândulas adrenais) em mulheres que apresentam baixos níveis desses hormônios. Exceto nas que tenham sido diagnosticadas com desordem do transtorno do desejo hipoativo no período pós-menopausa, de acordo com uma nova diretriz de prática clínica emitida pelo Endocrine Society, e publicada neste mês de outubro, no Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism. O estudo mostra que não há nenhum dado novo que indique o uso de testosterona ou DHEA em mulheres saudáveis. “A testosterona não é recomendada para o tratamento de mulheres que sofrem de infertilidade, doenças cardiovasculares e metabólicas ou disfunção sexual (além do desejo sexual hipoativo), explica Dra. Marcela Ferrão.

Evidências limitadas sugerem que mulheres na pós-menopausa diagnosticadas com o transtorno do desejo sexual hipoativo podem se beneficiar com doses teste de 3 a 6 meses de testosterona. Porém, essas pacientes precisam ser monitoradas para observar sinais, como acne ou hirsutismo (aumento de pelos),  além do risco cardiovascular.

O Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos, atualmente, não aprova medicações a base de testosterona para uso em mulheres, já na Europa, o uso de adesivos com a substancia, também, não é permitido. No entanto, alguns médicos ainda optam por prescrever a terapia de testosterona para mulheres saudáveis ​​em regime off-label.

Segundo, a endocrinologista Marcela Ferrão, embora algumas pesquisas sugiram melhora na função sexual das mulheres a partir da utilização da terapia hormonal de testosterona, há muitas perguntas sem respostas para justificar a prescrição da terapia. “Mais pesquisas e ensaios de andrógenos são necessários para esclarecer o papel da testosterona em mulheres”, explica.

J Clin Endocrinol Metab. 2014

Medscape Medical News