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Estamos no Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre  o câncer de mama. No Brasil, o câncer de mama é o 2º tipo de câncer com maior incidência entre as mulheres, ficando atrás somente do câncer de pele. É uma doença grave, mas, quando detectada precocemente, tem 95% chance de cura. Para detectar o problema ainda no início, é importante realizar, além do autoexame, visitas periódicas ao ginecologista para realização de outros exames mais aprofundados.

 

Câncer de mama e obesidade

Um dos fatores de risco do câncer de mama é o excesso de peso. Especialmente na fase da menopausa, mulheres que possuem obesidade estão mais propensas ao desenvolvimento de câncer de mama. No ano de 2003, um estudo realizado pelo International Breast Cancer Study Group com 350 mil mulheres mostrou que a probabilidade de morte por câncer de mama cresce com o aumento do índice de massa corpórea (IMC).

 

Outra pesquisa que comprova a relação entre a doença e o excesso de peso foi divulgada pela University of Fribourg, na Suíça. O estudo, publicado em setembro de 2018, foi liderado pela Dra. Mélanie Bousquenaud, do Departamento de Oncologia, Microbiologia e Imunologia da Faculdade de Ciência e Medicina. De acordo com a publicação, as complicações sistêmicas causadas pela obesidade, que incluem a inflamação, a resistência à insulina e a hiperglicemia, são apresentadas como potenciais causadores para o aumento de risco e progressão do câncer de mama.

Na busca pela compreensão sobre a relação entre a obesidade e o câncer de mama, inclusive na fase pós-menopausa, os pesquisadores desenvolveram um modelo de camundongo e passaram a estudar os efeitos da obesidade no crescimento do tumor primário e progressão metastática espontânea. Ao final do estudo, concluíram que houve aumento na formação de metástases. Os pesquisadores destacam a importância de aprofundar os estudos sobre a relação entre a obesidade e o câncer de mama, porém foi possível detectar que as pacientes que possuem excesso de peso apresentaram maior risco de recorrência da doença e também uma resistência superior à terapêutica, fator que abrange as pacientes com obesidade antes ou após a fase da menopausa.

 

Estas pesquisas demonstram que o tecido adiposo, ao contrário do que era imaginado não é apenas um depósito de células capaz de armazenar gordura para queimar quando o corpo necessita. Atualmente, sabemos que o tecido adiposo é formado por diferentes tipos celulares (adipócitos, pré-adipócitos, macrófagos, fibroblastos e células endoteliais), responsáveis pela produção de estrógeno. Quando a paciente apresenta obesidade e está na menopausa, a gordura auxilia na produção excessiva desse hormônio. Isso é preocupante, pois a mulher está em um período da vida adulta em que já deveria apresentar uma queda do estrógeno, em função da menopausa que afeta a função ovariana.

Vale destacar que a obesidade também figura como fator de risco para o câncer de cólon, esôfago, rim e endométrio (camada de revestimento da parte interna do útero). Por isso, é tão importante manter hábitos alimentares saudáveis.

No consultório oferecemos um atendimento personalizado, focado no estilo de vida de cada paciente e em sua saúde como um todo. É realmente necessário contar com apoio e disposição para transformar hábitos alimentares em uma rotina mais saudável, capaz de beneficiar toda a família.

 

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Fontes consultadas:

https://www.cancer.org.br/obesidade-e-sobrepeso-estao-associados-ao-cancer-de-mama/

http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/agencianoticias/site/home/noticias/2016/iarc-relaciona-sobrepeso-e-obesidade-a-mais-oito-tipos-de-cancer

https://drauziovarella.uol.com.br/drauzio/artigos/obesidade-e-cancer-de-mama/