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Obesidade: genética ou escolhas mal feitas?

Postado por em Obesidade, Sem categoria no dia outubro 10, 2014


Por muito tempo, os americanos acreditaram que a falta de força de vontade dos obesos para controlar o peso e emagrecer era o grande responsável pelo alto índice de obesidade. Uma enquete realizada em 2012 por uma empresa de pesquisa da Reuters constatou que 61% dos norte-americanos acreditavam que as escolhas alimentares e de exercícios dos adultos foram responsáveis por essa epidemia. Porém estudos demonstram que “escolhas pessoais” podem não representar todos os casos de obesidade.

Por mais de um século, pesquisadores propõem que em muitas ocorrências de obesidade estão envolvidos aspectos biológicos inatos ou hereditariedade. Em 1907, por exemplo, o patologista alemão Carl von Noorden delineou dois tipos de obesidade: exógenos e endógenos. Ou seja, a obesidade exógena que tem como “culpado” o consumo de alimentos em excesso e pouco gasto energético. E a obesidade endógena causada por hipometabolismo ou outros distúrbios, incluindo a glândula da tireóide,

Já no início do século 20 alguns especialistas descartaram a idéia de obesidade endógena. No entanto, um levantamento de artigos de periódicos médicos, de 1910 a 1920, revela: “que o excesso alimentar e a falta de exercícios não poderia ser o responsável de todos os casos de excesso de peso”.

Em 1950, um trabalho publicado pela Universidade de Rockefeller mostrou que, para muitas pessoas obesas, a perda de peso é uma luta perseguida ao longo da vida. O estudo constatou que, embora, os obesos pudessem reduzir peso através da restrição drástica de calorias, suas taxas metabólicas iriam mergulhar numa resposta a reduções de calorias. Este efeito significa, por exemplo, que se uma mulher obesa perdesse peso, ela teria que consumir menos calorias para permanecer com o peso ideal. Décadas mais tarde, em 1995, os cientistas observaram que, assim como o metabolismo dos indivíduos que haviam perdido 10% do seu peso corporal desacelerou, o metabolismo de quem havia ganhado 10% do seu peso corporal acelerou. Para a endocrinologista Dra. Marcela Ferrão, estes achados sugerem que o organismo se constitui de mecanismos que resistem às tentativas de redimensioná-lo a longo prazo.

Hoje, a genética molecular é fundamental para a pesquisa dos indicadores de obesidade. Em 2007, Mark McCarthy, Andrew Hattersley, e seus colegas no Reino Unido, identificaram uma variante comum em FTO, conhecido como o mais forte elo genético com a obesidade. Este gene auxiliado pelo uso de tecnologia de última geração de seqüenciamento continua a identificar variantes de genes ou mutações que tem impacto na obesidade.

Para Dra, Marcela Ferrão esses estudos reforçam o que alguns pesquisadores têm insistido por mais de um século: de que a obesidade é inata, que a regulação do peso não é regido por uma contagem uniforme de calorias. “Predisposição genética em conjunto com excesso de consumo alimentar e baixo gasto calórico ajudam a explicar porque a população é tão obesa hoje em todo o mundo”, conclui.

 

The Biology and Genetics of Obesity — A Century of Inquiries

Chin Jou, Ph.D.

The New England Journal of Medicine, 2014


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