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Os riscos da “terapia antienvelhecimento”

Postado por em Sem categoria no dia agosto 31, 2015


A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia alerta à população que a chamada “modulação hormonal”, divulgada como terapia antienvelhecimento, não tem comprovação científica e não é recomendada pelos endocrinologistas. De acordo com a SBEM, as terapias hormonais substitutivas só se justificam nos casos de deficiências hormonais comprovadas laboratorial e clinicamente. As modificações dos níveis de hormônios que ocorrem normalmente com o envelhecimento tem como indicacao de tratamento quando se acompanham de queixas compatíveis com a carência hormonal em questão. “Tratamos pacientes e não exames laboratoriais apenas”, ressalta a médica endocrinologista Dra.Marcela Ferrão sobre a importância de ouvir as queixas do paciente, ou seja, de uma boa entrevista clinica.

Os chamados Hormônios Bioidênticos, substâncias hormonais que possuem exatamente a mesma estrutura química e molecular encontrada nos hormônios produzidos no corpo humano. A nomenclatura, no entanto, está sendo utilizada, indevidamente, apenas para os hormônios manipulados, como se fossem novas opções de tratamento quando, na verdade, há muito tempo hormônios bioidênticos são produzidos em indústrias farmacêuticas e estão disponíveis nas farmácias.

A médica Dra. Marcela Ferrão alerta que o uso dos bioidênticos devem ser usados com cautela e que somente um medico especialista na area, como o endocrinologista ou nutrologo, está apto para receita-los com a indicação correta e na dose ideal. Ela ressalta que as fórmulas manipuladas podem apresentar diferenças em relação a substâncias testadas pela indústria farmacêutica. O que reforça a importância de uma prescrição advinda de um médico com capacitado nesta área, que conheça as propriedades do que está sendo prescrito e, assim, sua viabilização.

Embora muitos médicos defendam que os bioidênticos sejam a chave para reduzir o processo de envelhecimento do corpo de maneira natural, nada está comprovado cientificamente e a população deve tomar cuidado com tais promessas. Ainda hoje a única intervenção com fim anti-aging reconhecida através de estudos científicos é uma alimentação hipocalorica.

Assim, muitas vezes, sem qualquer embasamento, são receitados hormônios que vão desde a testosterona até a gonadotrofina coriônica humana, produzida durante a gestação. Conheça os perigos a que os adeptos desse tratamento estão expostos:

Câncer: Alguns cânceres, como o de próstata e o de mama, são considerados hormônio-sensíveis, ou seja, podem ter seu desenvolvimento estimulado pelos níveis hormonais no organismo. Neste caso, pela testosterona e pelo estrógeno, respectivamente. Ainda não se sabe se eles são capazes de gerar um tumor, mas, certamente, contribuem para que lesões pré-existentes se desenvolvam. Sabe-se ainda que pessoas com níveis de elevados do hormônio do crescimento (GH) também apresentam um risco maior de ter câncer de intestino.

Problemas cardiovasculares: Alguns hormônios, como a testosterona e o hormônio do crescimento (GH), são bastante populares em academias por levarem ao ganho de massa muscular. O problema é que eles também aumentam o risco de problemas cardiovasculares. Tanto a testosterona quanto o GH em excesso levam ao aumento de todo o tecido muscular do organismo, inclusive do coração, causando hipertrofia cardíaca. Há ainda a procaína, anestésico que promete emagrecer, mas, na verdade, leva ao aumento da pressão arterial e dos batimentos cardíacos.

AVC: O uso de testosterona a longo prazo também está associado a um risco cinco vezes maior de AVC. Ela aumenta o número de células vermelhas no sangue, que são responsáveis pela coagulação, o que torna o plasma mais viscoso. O problema é que a alta dosagem pode resultar na hipercoagulação sanguínea, podendo entupir um vaso e levar a um derrame. O caso é ainda mais grave quando o paciente sofre de apneia do sono. Isso porque a má oxigenação sanguínea, decorrente dos períodos em que a respiração é interrompida, provoca uma produção maior de células vermelhas que fazem o transporte do oxigênio para os diversos tecidos do corpo.

Ganho de peso: As terapias hormonais também costumam receitar a cortisona, medicamento à base do hormônio cortisol altamente perigoso quando usado fora de suas indicações. Um dos efeitos colaterais da cortisona é o aumento da proliferação de células adiposas, especialmente na região central do corpo. O uso prolongado pode resultar ainda na síndrome de Cushing, em que o depósito de gordura se dá no tronco, no pescoço e no rosto, enquanto que braços e pernas perdem a musculatura e ficam mais finos. A consequência disso é a fraqueza do paciente, principalmente ao caminhar ou subir escadas.

Problemas hepáticos: Como o fígado é responsável pela metabolização de todos os medicamentos, ele pode ser sobrecarregado com a ingestão de altas doses de hormônios ou remédios. A aplicação injetável tem ação direta, então, o perigo maior é em relação àqueles com indicação de consumo via oral, como um tipo de testosterona usada no passado. Isso acontece porque as enzimas do órgão nem sempre dão conta de todos os hormônios consumidos, gerando nódulos que podem evoluir para um câncer.
Virilização: Crescimento de pelos no rosto, queda de cabelos, acne e retenção de líquidos são apenas alguns dos efeitos colaterais do uso de testosterona sem indicação adequada para mulheres. O hormônio causa ainda alterações comportamentais, deixando a paciente mais agressiva. O uso também pode levar ao engrossamento da voz e ao crescimento do pomo de adão.

Diabetes: Como alguns hormônios levam ao ganho de peso, principalmente na região abdominal, há um risco maior do desenvolvimento do diabetes. Embora a gordura seja fundamental para o bom funcionamento do organismo, ela deve ocupar uma porcentagem pequena do peso corporal e deve estar distribuída de forma homogênea pelo corpo. A gordura acumulada na circunferência abdominal aumenta a produção de substâncias que favorecem o aumento da taxa de glicose, diferente do que ocorre com a gordura acumulada embaixo da pele ou espalhada pelo corpo esta ajuda a controlar as taxas de açúcar no sangue.

Fonte: SBEM


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