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As novas diretrizes americanas (Dietary Guidelines/2015) retiraram o ovo e o café da lista negra dos alimentos a serem evitados. Por muitos anos, o consumo de ovos ficou em segundo plano nas indicações e preferencias nutricionais, uma vez que seu consumo está associado à maior possibilidade de hipercolesterolemia – o popular “colesterol alto”.  A partir de agora o grande desafio será mudar o padrão de recomendações médicas e nutricionais. O comitê que desenvolveu a normativa também determinou que o consumo de três a quatro xícaras de café é seguro e pode reduzir o risco de diabetes tipo 2 e doença cardiovascular em adultos.

Especialistas de universidades e organizações de nutrição dos EUA destacaram uma pesquisa indicando que o consumo de alimentos ricos em colesterol tem pouca influência sobre os níveis totais de colesterol na corrente sanguínea. Isso é o contrário do que preconiza o Conselho da American Heart Association e do American College of Cardiology, que orientam os médicos a não reduzirem o consumo de ovos a seus pacientes.

Estudos recentes demonstram que a genética é responsável por 80% dos níveis sanguíneos, sendo que o restante é influenciado pela dieta. Conforme a endocrinologista Marcela Ferrão, não é colesterol ingerido que é dosado, mas aquele que produzimos pelo fígado a partir de gorduras saturadas e de programação genética. Isso significa que pessoas com predisposição ao risco cardiovascular, as estatinas, que são um grupo de substâncias usadas para tratar altos níveis de Colesterol (LDL-colesterol e VLDL-colesterol) reduzem a incidência de doenças cardíacas. Já para os indivíduos saudáveis segue a recomendação da prática de exercícios físicos e controle de peso.

Fonte: Dietary Guidelines Advisory Committee Membership, 2015

Link: http://www.health.gov/dietaryguidelines/2015-scientific-report/PDFs/Scientific-Report-of-the-2015-Dietary-Guidelines-Advisory-Committee.pdf