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Estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Leeds, no Reino Unido, Inglaterra, constatou que é possível atrasar a chegada da menopausa por meio da alimentação. A pesquisa, publicada no Journal of Epidemiology & Community Health, entrevistou quase mil mulheres na faixa etária entre os 40 e 65 anos, sobre o que costumavam comer.

Uma porção diária de peixes como salmão e sardinha, foi associada a um atraso de 3,3 anos na interrupção definitiva da menstruação. Quem comia mais fontes de vitamina B6 (batata, feijão e milho) e zinco (pescados, camarão, carne, leguminosas e oleaginosas) também demorou um pouco mais para chegar ao fim do período reprodutivo. Por outro lado, massas e arroz refinados parecem ligados a um adiantamento da menopausa: um ano e meio de antecipação a cada porção diária. Vale lembrar que mulheres nessa fase têm risco maior de desenvolver diabetes, outra justificativa para diminuir o açúcar e os carboidratos simples.

Limitações do trabalho

O estudo ainda precisa ser melhor detelhado, uma vez que esse tipo de análise não estabelece uma relação de causa e efeito, ou seja, os pesquisadores avaliaram de que maneira as mulheres comiam e quando a menopausa aparecia – logo, ainda não dá para afirmar que o padrão alimentar provocou as mudanças na data de interrupção dos ciclos menstruais.

Os próprios pesquisadores destacam ainda que a dieta foi averiguada por questionário e esses dados dependiam da lembrança de cada participante – o que nem sempre reflete 100% da realidade. Porém, quando o assunto é amenizar o impacto da menopausa, aí não há dúvidas de que o cardápio faz muita diferença. Uma alimentação equilibrada pode aliviar vários sintomas de desconforto.

Mudanças no prato

Uma das principais preocupações nesse momento da vida da mulher é o maior risco de desenvolvimento da osteoporose, doença que deixa os ossos frágeis. O estrogênio atua na fixação do cálcio nos ossos. Então, é importante aumentar o aporte desse nutriente para compensar o déficit do hormônio. Para conseguir a dose necessária, o ideal é consumir pelo menos três porções de lácteos ao dia e outros alimentos ricos em cálcio, que é o caso dos vegetais de cor verde escura.

Mas não é só para o esqueleto que o hormônio feminino faz falta. Sua queda é sentida ainda pelo endotélio, a parede que reveste os vasos sanguíneos, o que aumenta o risco de hipertensão. Contudo, essa é uma doença que depende muito do estilo de vida para surgir. Por isso, é importante investir em alimentos que carregam moléculas capazes de agir como o estrogênio. O resveratrol encontrado nas uvas e na amora, os iso flavonóides da soja e as lignanas da linhaça têm estrutura similar à do hormônio. Por isso, atenuam sintomas como ondas de calor e suor.

Fonte: Journal of Epidemiology & Community Health

Dietary intake and age at natural menopause: results from the UK Women’s Cohort Study

Yashvee Dunneram1, Darren Charles Greenwood2, Victoria J Burley1, Janet E Cade1

Author affiliation

Link para artigo original: https://bit.ly/2FAAuu9