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Pesquisa sugere que distrações podem reduzir ânsia por alimentos

Postado por em Obesidade no dia dezembro 16, 2014


Novas técnicas comportamentais, incluindo o controle dos pensamentos para evitar os desejos por comida e o treinamento cognitivo para enfrentar as consequências do consumo de um alimento particularmente tentador, mostraram algum grau de sucesso em dois estudos apresentados recentemente no Encontro Americano Anual de Obesidade, no mês de novembro de 2014.

No primeiro estudo, 55 indivíduos com índice de massa corporal (IMC) médio de 43,7kg/m² receberam indicações de técnicas de distração e foram menos atraídos por chocolate e outros alimentos saborosos. As tarefas sugeridas num período de 30 segundos consistiam em fazer com que as pessoas tocassem a testa, a orelha ou o dedo do pé e imaginassem uma parede branca para modificar o pensamento.

O segundo estudo, relatado pelo psiquiatra Dr. Kathryn Demos (Brown University, Providence, Rhode Island) incluiu 25 participantes com sobrepeso e obesidade que foram treinados para alterar seus pensamentos sobre um alimento desejável quando se mostrava uma foto dele. Isso levou a diferenças de atividade em distintas regiões do cérebro monitoradas por exame de ressonância magnética funcional. Os resultados sugerem que, quando confrontados com um alimento tentador, as pessoas poderão ser capazes de pensar em outra coisa ou de se concentrar nas consequências negativas do consumo do alimento, para ajudar a evitar excessos.

De acordo com especialistas do Comitê de Assuntos Públicos da Sociedade Americana de Obesidade, ambos as investigações demonstram como o estudo do cérebro e do comportamento humano, especialmente a conduta alimentar, podem proporcionar um melhor tratamento para as pessoas com obesidade e excesso de peso.

Distraindo o cérebro

Para analisar o desempenho de 10 homens e 45 mulheres obesos com idade média de 50 anos e um IMC entre 30,2kg/m² e 71,7kg/m² foram aplicadas tarefas de distração que reduzissem os desejos por comida. Cada participante identificou quatro alimentos favoritos. Os que suscitaram maiores desejos foram: queijo, macarrão, sorvete, pizza, chocolate, pão, frango, bife, batatas fritas e arroz.

Os pesquisadores leram um script que os levaram a pensar sobre o quanto queriam um determinado tipo de alimento e, em seguida, os escolhidos avaliaram a intensidade desse desejo e imaginavam uma nota em uma escala de 0 a 100.

Segundo Dra. Marcela Ferrão, pesquisas como essas, ainda em estágio inicial, reforçam a idéia de que o cérebro pode controlar o comportamento alimentar. Porém as técnicas precisam ser aprimoradas e individualizadas tanto em relação à diminuição do desejo de comer como em relação ao aumento do controle inibitório para ser considerada uma estratégia terapêutica promissora.

Fonte: Obesity Week 2014: The American Society for Metabolic and Bariatric Surgery and the Obesity Society Joint Annual Scientific Meeting; November 4 and 6, 2014; Boston, MA. Abstracts T-2658 and T-3023-OR.


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