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A privação de sono se tornou algo comum em nossa cultura. Parece certo permanecer acordado durante horas, trabalhando, assistindo a filmes na televisão, navegando na internet ou mesmo atualizando as redes sociais. Que uma boa noite de sono é essencial para a saúde não é segredo para ninguém, mas dormir bem também influencia no processo de emagrecimento. Há diversos argumentos que justificam essa relação e muitas pesquisas tratam sobre o assunto. Tudo isso tem muito a ver com a endocrinologia e com o correto funcionamento do nosso organismo.

Sono e emagrecimento

É durante o sono que nosso corpo recupera as energias e também que muitos hormônios são produzidos. Por isso, se a qualidade do sono não está adequada, há uma desregulação nos níveis de algumas substâncias em nosso organismo. Diversos estudos apontam que a privação de sono reduz níveis de leptina, hormônio que promove saciedade, e aumenta níveis de grelina, hormônio que estimula a fome.

A desregulação do sono gera o fenômeno chamado de cronorruptura, quando o corpo perde o padrão de organização rítmica diária do metabolismo. Mais tempo acordado significa também mais tempo para ter fome e mais oportunidades para consumir alimentos. Por isso é comum para os insones os famosos “assaltos à geladeira”.

A Melatonina, hormônio do sono, está também relacionada em muitos pesquisas a doenças metabólicas e ao aumento de peso. Estudos do Dr. José Cipolla Neto, da Universidade de São Paulo (USP), mostraram que a ausência de Melatonina em ratos está associada ao aumento no índice de açúcar e gordura no sangue, favorecendo a estocagem de gordura e também o aumento na ingestão calórica, inclusive fora do horário regular.

O sono REM é também o segundo momento (o primeiro é a musculação) em que mobilizamos a gordura da periferia para dentro do fígado e para dentro do músculo. Ou seja, precisamos desse período de descanso para formar músculos e também para consumir parte da gordura estocada durante o dia.

Além de todo o processo metabólico, a falta do sono de qualidade também impacta no rendimento diário do organismo. Dormindo mal, temos menos disposição e menos energia para enfrentar as tarefas diárias. A preguiça aumenta e as chances de realizar atividades físicas diminuem.

 

Manter o corpo saudável depende de uma série de fatores. A alimentação balanceada e a rotina regular de atividades físicas são essenciais, mas o sono correto, de qualidade, com duração de 6 a 8 horas também faz a diferença. Esteja atento aos seus hábitos, desacelere antes da hora do descanso e busque equilíbrio físico e mental. Se estiver com dificuldade, busque ajuda especializada.

 

Fontes consultadas:

https://www.endocrino.org.br/insonia-e-obesidade/

http://revistapesquisa.fapesp.br/2015/04/10/uma-conexao-entre-o-sono-e-a-fome/