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Quer mudar seu tipo de gordura para uma que emagrece?

Postado por em Gordura corporal no dia novembro 03, 2014


Existem diferentes tipos de gorduras no corpo humano. Uma que engorda e outra que emagrece. Um novo estudo desenvolvido por cientistas da Universidade de Kentucky School of Medicine, Lexington, sugere que os seres humanos parecem responder às quedas de temperatura, pois os genes se alternam, geram calor e convertem a gordura branca (armazena energia) em marrom (queima energia). Isso significa que é o primeiro passo para o “escurecimento” do tecido adiposo. Porém, esta resposta parece ser atenuada em pessoas obesas e aquelas com níveis mais altos de inflamação, de acordo com um novo estudo publicado, recentemente, no Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism.

Os seres humanos e outros mamíferos possuem dois tipos de tecido adiposo (gordura), branco e marrom. O tecido adiposo branco é geralmente designado por gordura (“gordura má”), enquanto a função do tecido adiposo castanho (“gordura boa) é oxidar gordura, de forma a energia a ser convertida em calor. Podendo ser usada para nos manter quentes ou para contrabalançar a excessiva ingestão de calorias, através da queima de gordura e redução dos depósitos de gordura branca, responsável pela flacidez e excesso de peso. Assim, as células adiposas castanhas são consideradas células boas por queimarem calorias, podendo ajudar na perda de peso.

A gordura marrom é encontrada em bebês e animais de pequeno porte e queima calorias para produzir calor. Até recentemente, se pensava que os adultos perderiam a gordura marrom. Mas há alguns anos, os pesquisadores descobriram que alguns adultos têm pequenas bolsas de gordura marrom. As pessoas mais velhas e os obesos, muitas vezes têm menos gordura marrom ou nenhuma.

Estudos avançam

No entanto, a maior parte da pesquisa básica que tem sido feita até agora é realizada a partir da técnica in vitro em tecidos de roedores. Outro estudo de menor porte em humanos mostrou que, quando ativado por exposição moderada ao frio, a gordura marrom aumenta a disponibilidade de glicose no sangue, a sensibilidade à insulina e o gasto de energia.

De acordo com a endocrinologista Marcela Ferrão, esse é o primeiro trabalho para examinar a capacidade dos seres humanos para ativar determinados genes que convertem algumas das células de gordura branca em castanha, denominada gordura bege, em resposta às mudanças de temperatura.

Os pesquisadores analisaram amostras de tecido de gordura abdominal de 55 pessoas para observar se o material coletado no inverno mostra mais evidências de escurecimento do tecido adiposo do que no verão. Eles também coletaram o tecido adiposo da região das coxas de 16 jovens saudáveis ​​após eles colocarem uma bolsa de gelo sobre a pele por 30 minutos.

Em ambas as amostras (coxas e abdome) os marcadores genéticos normalmente encontrados na gordura bege e associados ao escurecimento foram aumentados de quatro a 10 vezes (coxas) e o dobro (abdome) no inverno, apresentando significância estatística. No tecido adiposo branco abdominal, outros genes envolvidos com a lipólise e a utilização da energia (adiponectina, AMPK, HSL, e ACC) foram também elevados no inverno, e o nível de proteína adiposo de UCP1 também foi três vezes maior no inverno.

Os investigadores examinaram ainda mais as amostras de gordura abdominal para ver se havia uma diferença na resposta entre as pessoas magras e obesas. O aumento sazonal de UCP1 mRNA foi diminuído consideravelmente em indivíduos com índice de massa corporal (IMC) (superior a 30 kg /m2), sugerindo que o tecido adiposo branco disfuncional na obesidade inibe adiposo termogênese.

Resultados

Finalmente, os cientistas examinaram as células de gordura retiradas de pessoas submetidas à lipoaspiração. Nestes adipócitos humanos (in vitro), o frio também induziu um aumento de duas a três vezes no percentual de gordura corporal, mRNA e UCP1 mRNA. E houve a diminuição dos níveis desses marcadores genéticos.

Os dados sugerem que o tecido adiposo branco humano tem a capacidade de induzir os genes termogênicos. Essas mudanças relacionadas ao gasto energético (que vão do branco, bege ao marrom) podem ocorrer naturalmente com a mudança das estações, sendo que o efeito poderia ser manipulado através de tratamento medicamentoso.

Obesos não queimam gordura

Os especialistas documentaram que pessoas obesas não parecem produzir a gordura bege porque a inflamação reduz a queima de gordura nos adipócitos e pode impedir esta adaptação em pessoas obesas, que apresentam inflamação crônica no tecido adiposo.

Isto sugere que se as pessoas obesas não podem desenvolver gordura bege, como as pessoas magras, elas podem ter capacidade reduzida para queimar gordura. Ou seja, o que promove maior ganho de peso e as torna metabolicamente inflexíveis e menos sensíveis às mudanças de temperatura.

Os estudiosos concluem dizendo que transformar essa gordura branca em gordura bege poderá converter as calorias extras ao invés de armazená-las no tecido adiposo. Isso seria uma grande defesa contra a obesidade.

 

Fonte: Cold Prompts Browning of Fat Tissue; Obesity Blunts Response

Veronica Hackethal, MD/ October 14, 2014

 


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