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O consumo de uma dieta rica em proteína pode impulsionar o metabolismo em curto prazo e aumentar a massa muscular magra em até 45%, sugerem pesquisadores. Enquanto dietas ricas em proteínas vêm sendo promovidas por seus potenciais benefícios na recuperação muscular em esportes e por seu potencial para ajudar na perda de peso, aumentando a sensação de saciedade, uma nova pesquisa também sugere que o aumento do consumo de proteína poderia acelerar o metabolismo enquanto estimula a hipertrofia da massa muscular esquelética.

O estudo desenvolvido pela equipe do Centro de Pesquisas Biomédicas de Pennington, dos Estados Unidos, analisou se mudanças na ingestão de proteína da dieta tinha efeitos no metabolismo e armazenamento de energia em 16 participantes saudáveis.

Os pesquisadores descobriram que aqueles que consumiam dietas com quantidades normais e altas de proteína armazenaram 45% mais calorias como tecido magro, ou massa muscular, enquanto aqueles com dietas pobres em proteínas armazenaram 95% do excedente de calorias como gordura.

Foco do estudo

O foco do estudo foi explorar se dietas ricas e pobres em proteína podem levar à menor ganho de peso quando se consome excesso de calorias devido à capacidade do corpo de queimar energia extra com uma dieta rica em proteína. Os participantes do estudo ganharam quantidade similar de peso independentemente da composição a dieta. Porém, houve uma vasta diferença em como o corpo armazenou o excesso de calorias.

A pesquisa também constatou que os aumentos no metabolismo relacionados à dieta rica em proteína não foram sustentados quando houve uma mudança para uma dieta com nível normal de proteína – sugerindo que o corpo humano não pode ser treinado para manter um metabolismo mais alto.

A investigação foi feita de forma aleatória, fornecendo uma alimentação excessiva a 16 indivíduos saudáveis. Cada um foi aleatoriamente distribuído em um grupo que receberia quantidades variadas de proteínas (baixa, 5%; normal, 15%; e alta, 25%) por oito semanas.

A termogênese (produção de calor) induzida pela dieta (DIT), que é um dos três componentes da taxa metabólica, foi medida durante quatro horas por calorimetria indireta após as refeições e o excesso de calorias armazenadas e a composição corpórea foi medida.

Os resultados do estudo mostraram que embora a alimentação rica em proteína seja associada com alterações de curto prazo na DIT, a exposição prolongada a dietas ricas em proteína não alteram a DIT.

Para a endocrinologista Dra. Marcela Ferrão, as evidências dos estudos não permitem conclusões definitivas, mas há uma tendência positiva entre dieta com teor proteico um pouco maior e redução da massa de gordura e aumento da massa magra. Esta é uma das bases de uma dieta de baixo índice glicêmico,  justificando em parte os seus bons resultados.

Fonte: Pennington Biomedical Research Center, The Obesity Society (TOS)