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Serotonina pode contribuir para a obesidade, diz estudo

Postado por em Obesidade no dia janeiro 14, 2015


Um estudo publicado no periódico Nature Medicine mostrou que a serotonina pode estar envolvida na redução da chamada “gordura marrom”, responsável para o bom funcionamento do metabolismo. Há dois tipos de serotonina, a central – presente no cérebro e que ajuda na sensação de saciedade e no humor –, e a periférica, circulante no sangue. É exatamente essa segunda serotonina que pode estar envolvida na queda do metabolismo, contribuindo para a obesidade.

No estudo, os pesquisadores identificaram que a serotonina periférica é mais elevada em pessoas obesas – apesar de ainda não haver explicação da razão pela qual isso acontece – e que a inibição do hormônio poderia acelerar o metabolismo e diminuir riscos de obesidade.

De acordo com Gregory Steinberg, coautor do estudo e codiretor da MACObesity, programa de pesquisa sobre metabolismo e obesidade na infância, ligada à Universidade McMaster, os resultados da pesquisa indicam que a inibição da produção desse hormônio pode ser muito efetiva para reverter a obesidade que tem relação à problemas metabólicos, incluindo o diabetes”, diz. “Muita serotonina age como um freio de mão para a gordura marrom”, ele explica.

Gordura marrom

Tecido adiposo marrom – também conhecido como gordura marrom – é uma forma benéfica de gordura que funciona como um forno do corpo, “queimando” glicose para produzir energia e calor.

O Prof. Steinberg e seus colegas observaram que a maioria da serotonina do corpo é produzida por uma enzima chamada triptofano hidroxilase (TPH1).

Quando geneticamente removida ou bloqueada, em camundongos, a TPH1, observou-se em ratos alimentados com a dieta rica em gordura uma melhoria da capacidade de ação de sua gordura marrom em queimar calorias, protegendo-os de obesidade, esteatose hepática não alcoólica e pré-diabetes.

Os pesquisadores acreditam que a “dieta ocidental, rica em gordura” poderia ser um fator ambiental desencadeante de níveis mais elevados de serotonina no organismo. “Muita serotonina não é bom. Precisamos de um equilíbrio. Se houver muito, leva ao diabetes, esteatose hepática e obesidade.”

Os cientistas acrescentam que a inibição da serotonina periférica não afeta a serotonina do cérebro ou o funcionamento do sistema nervoso central, ao contrário das drogas anti-obesidade que interferem no apetite por alterar os níveis de serotonina no cérebro.

A próxima etapa do estudo é desenvolver um fármaco que “bloqueie a enzima”, a fim de reduzir a produção de serotonina por meio da inibição TPH1.

De acordo com a Dra. Marcela Ferrão, a serotonina influencia o comportamento alimentar. Outras substâncias também estão relacionadas, mas acredita-se que ela seja a responsável pela supervisão de todo o processo. “A justificativa para isso é que a serotonina é considerada um supressor natural da fome, já que é capaz de estimular a sensação de saciedade. Daí sua influência, ainda que de forma indireta, mas forte, no controle do peso”, conclui.

Fonte: Nature Medicine, 2014

http://www.nature.com/nm/journal/vaop/ncurrent/full/nm.3766.html


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