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Técnicas motivacionais podem auxiliar pessoas com transtornos alimentares

Postado por em Transtornos alimentares no dia fevereiro 20, 2015


Recente avaliação constatou que o uso de entrevista motivacional para ajudar pessoas com transtornos alimentares pode auxiliar no processo de mudança. A investigação foi realizada por meio de pesquisa quantitativa, que avaliou as intervenções comportamentais derivadas da entrevista motivacional ou da terapia do reforço motivacional, como o uso da terapia cognitivo-comportamental.

Os estudos incluídos foram realizados em pacientes que apresentavam diversas patologias (como a anorexia nervosa, bulimia nervosa e transtorno de compulsão alimentar) ou com as pessoas responsáveis pelo tratamento. A duração média do distúrbio variou de três a 18 anos.

As técnicas direcionadas para a mudança de comportamento incluíram intervenções que variavam na duração e intensidade. Na maioria dos estudos, a intervenção foi entregue por um psicólogo ou clínica de saúde.

Qualidade do estudo

Os dados sobre a eficácia da intervenção foram extraídos conforme relatos dos estudos incluídos. Os autores não estipularam quantos colaboradores foram envolvidos na busca pelos dados. Os estudos foram resumidos em uma síntese narrativa, agrupados por beneficiário da intervenção (paciente ou cuidador) e o desfecho avaliado nos seguintes aspectos: sofrimento psicológico, autoestima e qualidade de vida, comportamentos alimentares, atitudes, sintomas, estágio da mudança, prontidão e motivação para mudar, fardo para o cuidador e emoção expressa.

Resultados da análise

Treze estudos (sete controlados e seis não-controlados), com 849 participantes foram incluídos na revisão.

Dez estudos, com 645 participantes, foram realizados em pacientes com transtornos alimentares. Foi feita uma comparação controlada do tipo de terapia e o aumento da motivação para o tratamento (onde não se encontrou nenhuma diferença significativa no sofrimento psíquico).

Para reduzir os sintomas bulímicos, cinco estudos não encontraram nenhuma mudança significativa nas medidas comportamentais ou de atitudes. E outro estudo não encontrou nenhuma diferença significativa entre a terapia de motivação e terapia cognitivo-comportamental.

Uma pesquisa relatou uma redução significativamente maior no “desejo de emagrecer” através do tratamento no grupo de terapia para aumento motivacinal, inclusive com melhorias relatadas no Índice de Massa Corporal (IMC).

Os estudos incluídos nesta revisão indicam o potencial para o uso de entrevista motivacional na área de transtornos alimentares, especialmente para “prontidão para a mudança”.

A revisão abordou uma questão ampla sobre a eficácia das técnicas de entrevista motivacional para o tratamento de transtornos alimentares. Foram definidos alguns critérios de inclusão.  A revisão incluiu ambos os estudos de pacientes e seus cuidadores. As fontes bibliográficas foram revisadas, mas a restrição aos artigos em inglês pode ter resultado na omissão de estudos relevantes.

Para a endocrinologista Dra. Marcela Ferrão, as conclusões devem ser vistas com cautela, pois os autores não especificaram quaisquer recomendações para a prática clínica.

Fonte: Macdonald P, Hibbs R, Corfield F, Treasure J. The use of motivational interviewing in eating disorders: a systematic review. Psychiatry Research/2012. PubMed


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