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Slow Medicine, a medicina sem pressa, é um movimento crescente no Brasil e no mundo. Trata-se de uma filosofia que resgata a primazia do tempo na ciência e na arte de cuidar. Seus adeptos se dedicam a ouvir, acolher os pacientes e oferecer a eles um atendimento individualizado, atento a suas particularidades. As palavras de ordem do movimento são: uma medicina Sóbria, Respeitosa e Justa.

Ou seja, o movimento contra a prática de consultas rápidas, profissionais apressados, que não têm nem tempo de conversar com seu paciente. Além disso, usa-se com mais parcimônia a tecnologia, os exames modernos, os tratamentos complexos. Antes de prescrever medicamentos, o médico avalia o paciente como um todo, buscando entender sua realidade, seus hábitos e o que realmente está ocasionando os problemas.

 

O site slowmedicine.com.br, que reúne princípios, conceitos, reflexões e conteúdo sobre o tema, apresenta os 10 princípios do movimento:

  1. Tempo
  2. Individualização
  3. Autonomia e Autocuidado
  4. Conceito positivo de saúde
  5. Prevenção
  6. Qualidade de vida
  7. Medicina Integrativa
  8. Segurança em primeiro lugar:
  9. Paixão e compaixão
  10. Uso parcimonioso da tecnologia

Um pouco da história da Slow Medicine

De acordo com o site slowmedicine.com.br, a primeira alusão ao termo Slow Medicine foi feita em 2002 pelo cardiologista italiano Alberto Dolara, em artigo chamado “Invitation to a Slow Medicine’. No texto o médico cita o surgimento do movimento Slow, em contrapartida ao impulso de aceleração na sociedade moderna. Para ele, os profissionais deveriam se focar mais em construir uma relação duradoura com seus pacientes e ter mais parcimônia em prescrever exames e tratamentos modernos.

Este movimento tem como raízes o movimento Slow Food, fundado por Carlo Petrini, em 1986, que abrange a qualidade de vida e a sustentabilidade. De 2002 para cá, muitos especialistas foram aderindo ao conceito de Slow Medicine, ajudando a popularizar o movimento. A primeira Sociedade de Slow Medicine foi constituída na Itália, em Torino, em janeiro de 2011. No Brasil, as visitas do Dr. Marco Bobbio, autor do livro  “O Doente Imaginado”, trouxeram o conceito e instigaram muitos profissionais a adotarem as práticas Slow.

 

Slow Medicine e Empatia

A empatia é a capacidade de compreender o outro, de criar uma relação mais profunda, de se colocar no lugar da pessoa que está em sua frente. A Medicina Baseada em Empatia tem tudo a ver com o movimento Slow e também com resultados mais efetivos. Veja este trecho de um artigo divulgado pelo Slow Medicine Brasil:

 

Ensaios clínicos mostraram que com esse cuidado pode-se  reduzir a dor, a depressão, a ansiedade, o esgotamento do profissional e inclusive, o risco de processos médicos. Também melhoraria a satisfação do paciente, bem-estar e a adesão à medicação, assim como poderia modificar desfechos clínicos objetivos como hemoglobina glicada do paciente diabético.  Nesse contexto, é provável que possam haver repercussões inclusive nos custos da assistência à saúde.

 

Não basta apenas avançar em técnicas, tratamentos complexos e medicamentos se não tivermos a capacidade de ouvir o paciente e entender suas dores e angústia. Isso gera uma relação de confiança, menos sofrimento e mais segurança no tratamento.

 

Slow Medicine em Porto Alegre

Em meu consultório, busco trazer os conceitos que acredito, encontrados também na Slow Medicine. São atendimentos baseados em evidências, que respeitam a ciência médica, mas que vão além do tratamento isolado dos problemas. Os atendimentos são individualizados, com duração superior às consultas convencionais apenas para prescrição, e não há uma mesa entre o médico e o paciente.

 

As relações construídas são duradouras, por toda uma vida, e envolvem a família. O objetivo é melhorar a qualidade de vida do paciente, utilizando ferramentas para acelerar o processo de compreensão, para aprimorar hábitos e para alcançar melhores resultados.

 

Para saber mais:

https://www.slowmedicine.com.br/

O Movimento ‘Slow Medicine’ e o que caracteriza a prática

Mais conversa, menos exames e remédios: o que propõe o movimento por ‘Medicina sem Pressa’ – BBC Brasil