

O Mounjaro (tirzepatida) é um dos medicamentos mais eficazes no tratamento da obesidade, promovendo reduções médias de 15% a 20% do peso corporal em estudos clínicos. Porém, uma dúvida frequente é:
“Se eu parar de usar, vou engordar tudo de novo?”
A resposta é: existe risco de reganho de peso, sim — mas ele pode ser prevenido com as estratégias corretas.
O mecanismo é simples:
Esse fenômeno é conhecido como “adaptação metabólica” e foi descrito em diversos estudos sobre GLP-1, incluindo o programa SURPASS para tirzepatida e STEP para semaglutida.
📚 Evidência científica:
Um estudo publicado no Diabetes, Obesity and Metabolism (Wilding et al., 2022) mostrou que pacientes que interromperam semaglutida após 68 semanas recuperaram dois terços do peso perdido em 1 ano. Embora esse dado seja da semaglutida, espera-se comportamento semelhante com a tirzepatida.
A boa notícia: o efeito rebote não é inevitável. Ele pode ser prevenido com um plano bem estruturado:
Não interrompa de forma abrupta. Um desmame progressivo ajuda o corpo a se adaptar e dá tempo para implementar novos hábitos.
Avalie com seu endocrinologista a necessidade de tratamentos complementares, como ajustes hormonais (em caso de menopausa, por exemplo) e suplementação.
Mudanças comportamentais são fundamentais. Trabalhar gatilhos emocionais e compulsão reduz a chance de reganho.
Sim! Em alguns casos, uso contínuo de baixa dose de GLP-1 ou estratégias farmacológicas complementares podem ser indicadas pelo endocrinologista para manter o peso perdido.
O efeito rebote não é uma sentença, mas uma possibilidade real se nada for feito. Planejamento, acompanhamento e hábitos saudáveis são a chave para resultados sustentáveis após o Mounjaro.
Se você quer saber qual é a melhor estratégia para manter seus resultados, agende uma consulta e vamos traçar um plano personalizado para você.